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segunda-feira, abril 16, 2012
Ella, em pessoa: a voz
Hoje é dia mundial da voz. Parabéns a todos os meus amigos e amigas que cantam, entoam, narram, declamam e usam a voz de forma criativa e bela. E nada melhor para marcar esta data do que ouvir Ella, a voz em pessoa. Enjoy!
domingo, julho 31, 2011
Inveja preta
Sempre gostei do Yamandu Costa e reconheci seu virtuosismo muito acima da media, totalmente fora da curva. Mas antes, ainda que genial, ele fazia um som meio sujo, quase sempre exagerando nas notas, como se quisesse mostrar a todo minuto que ele era excepcional. Isso me tranqüilizava: um cara genial, mas tinha uns senões.
De uns tempos para cá, como era aliás de se esperar, ele amadureceu muito sua interpretação, está mais econômico, preciso e simpático. Virou agora um músico espetacular e admirável em todos os sentidos. E por isso mesmo eu tenho uma vontade enorme de quebrar todos os dedos de suas mãos... com todo carinho, claro. Inveja preta desse desgraçado...
De uns tempos para cá, como era aliás de se esperar, ele amadureceu muito sua interpretação, está mais econômico, preciso e simpático. Virou agora um músico espetacular e admirável em todos os sentidos. E por isso mesmo eu tenho uma vontade enorme de quebrar todos os dedos de suas mãos... com todo carinho, claro. Inveja preta desse desgraçado...
Post-mortem post
Sobre Amy Winehouse,
sem que qualquer dúvida cause,
posso afirmar com categoria
acerca de sua talentosa cantoria:
A finada cantava afinada
- que afinada era a finada!
sem que qualquer dúvida cause,
posso afirmar com categoria
acerca de sua talentosa cantoria:
A finada cantava afinada
- que afinada era a finada!
sábado, maio 21, 2011
Questão de acento
No futuro, quando estiver velhinha a ponto de não poder mais chocar o mundo com suas músicas agressivas, visual chocante e atitude rebelde, a Lady Gaga receberá nada além de um acento agudo para colocar sua postura no lugar mais adequado... e virará Lady Gagá...
terça-feira, dezembro 28, 2010
Crie sua rádio
Tem uma rádio de internet para os apreciadores de Jazz bastante interessante: chama-se AccuJazz. Como qualquer outra rádio streaming, você tem canais e filtros que permitem ouvir um enorme rol de músicos e composições, selecionadas aleatoriamente, respeitando os filtros do canal. O que me chamou a atenção é que você pode excluir um determinado artista durante a execução, de forma que ele não aparecerá novamente em sua rádio. Um jeito inteligente de customizar a execução e permitir que você transforme sua própria rádio em algo cada vez mais previsível, repetitivo e chato. Nada mais cansativo do que nossa própria intenção musical. Genial (ou não).
quinta-feira, setembro 23, 2010
Tô vendo tudo!
O Meu País
Zé Ramalho
Composição: Livardo Alves - Orlando Tejo - Gilvan Chaves
Tô vendo tudo, tô vendo tudo
Mas, bico calado, faz de conta que sou mudo
Um país que crianças elimina
Que não ouve o clamor dos esquecidos
Onde nunca os humildes são ouvidos
E uma elite sem deus é quem domina
Que permite um estupro em cada esquina
E a certeza da dúvida infeliz
Onde quem tem razão baixa a cerviz
E massacram-se o negro e a mulher
Pode ser o país de quem quiser
Mas não é, com certeza, o meu país
Um país onde as leis são descartáveis
Por ausência de códigos corretos
Com quarenta milhões de analfabetos
E maior multidão de miseráveis
Um país onde os homens confiáveis
Não têm voz, não têm vez, nem diretriz
Mas corruptos têm voz e vez e bis
E o respaldo de estímulo incomum
Pode ser o país de qualquer um
Mas não é com certeza o meu país
Um país que perdeu a identidade
Sepultou o idioma português
Aprendeu a falar pornofonês
Aderindo à global vulgaridade
Um país que não tem capacidade
De saber o que pensa e o que diz
Que não pode esconder a cicatriz
De um povo de bem que vive mal
Pode ser o país do carnaval
Mas não é com certeza o meu país
Um país que seus índios discrimina
E as ciências e as artes não respeita
Um país que ainda morre de maleita
Por atraso geral da medicina
Um país onde escola não ensina
E hospital não dispõe de raio-x
Onde a gente dos morros é feliz
Se tem água de chuva e luz do sol
Pode ser o país do futebol
Mas não é com certeza o meu país
Tô vendo tudo, tô vendo tudo
Mas, bico calado, faz de conta que sou mudo
Um país que é doente e não se cura
Quer ficar sempre no terceiro mundo
Que do poço fatal chegou ao fundo
Sem saber emergir da noite escura
Um país que engoliu a compostura
Atendendo a políticos sutis
Que dividem o brasil em mil brasis
Pra melhor assaltar de ponta a ponta
Pode ser o país do faz-de-conta
Mas não é com certeza o meu país
Tô vendo tudo, tô vendo tudo
Mas, bico calado, faz de conta que sou mudo
sexta-feira, setembro 17, 2010
Sinal dos tempos (em tempo)
Canal: MTV
Prêmio: VMB 2010
Resultado: RESTART leva 5 prêmios (todos os que estavam concorrendo)
(Repito: CINCO PRÊMIOS!)
Próximo passo da "banda": Estão gravando em Espanhol, para incomodar todos os nossos hermanos e mostrar que quando brasileiro decide fazer merda, não tem pra ninguém.
É o fim definitivo da música brasileira... e latinoamericana.
Prêmio: VMB 2010
Resultado: RESTART leva 5 prêmios (todos os que estavam concorrendo)
(Repito: CINCO PRÊMIOS!)
Próximo passo da "banda": Estão gravando em Espanhol, para incomodar todos os nossos hermanos e mostrar que quando brasileiro decide fazer merda, não tem pra ninguém.
É o fim definitivo da música brasileira... e latinoamericana.
Sinal dos tempos (revival)
Canal: MTV
Prêmio: VMB 2010
Categoria: Artista do ano
(Repito: ARTISTA DO ANO)
Vencedor: Restart
(Repito: RESTART)
É o fim definitivo da música brasileira.
Prêmio: VMB 2010
Categoria: Artista do ano
(Repito: ARTISTA DO ANO)
Vencedor: Restart
(Repito: RESTART)
É o fim definitivo da música brasileira.
terça-feira, agosto 24, 2010
Sinal dos tempos
Prêmio Multishow.
Categoria Melhor Cantor.
(Repito: Categoria MELHOR CANTOR.)
Vencedor: Samuel Rosa.
(Repito: SAMUEL ROSA.)
Só isso.
Categoria Melhor Cantor.
(Repito: Categoria MELHOR CANTOR.)
Vencedor: Samuel Rosa.
(Repito: SAMUEL ROSA.)
Só isso.
segunda-feira, abril 12, 2010
Mas que eu te disse, eu te disse...
Fiquei mais chocado com o estranhamento de parte da opinião pública ao receber a notícia de assunção da homossexualidade pelo Rick Martin do que propriamente com a confirmação em si.
Não vou agora querer jogar na cara das dezenas de meninas (hoje mulheres) que eu conheci na época dos Menudos para quem eu tinha avisado que ele era gay, mas elas não acreditavam em mim. Preferiam achar que era despeito, inveja, só porque todas elas carregavam fotos deles nas agendas, cadernos e bolsas, e mal sabiam escrever o meu sobrenome (mesmo sendo repetido constantemente por meus amigos).
As dicas sempre estiveram presentes, como podemos comprovar nesse pequeno dossiê científico, um espécie de CSI do mundo pop, que montei para mostrar que eu tinha razão e, de uma vez por todas, a coisa mais sensata a se fazer no mundo é me ouvir.
Fato irrefutável #1: "If you're not here... na maçã..."
Eu não, mas meus amigos que eram mais imaturos do que eu cantarolavam "enfia o nariz... na maçã..." plagiando a canção, porque era essa a impressão que a gente, digo, meus amigos tinham da música. Parecia apenas uma forma infantil e invejosa de criticar aquela Boyz(?)-Band, mas na verdade, já era uma clara menção ao ato libidinoso praticado pelos gays, que devem enfiar o nariz e outras coisas nas maçãs dos comparsas.
Fato irrefutável #2: Encoxada escondida (não cobra nada)

A imagem ao lado não nega. O Rick Martin (o viadinho à esquerda, em baixo, claro), era nitidamente o maior amigo da garotada. E todo mundo sabe que quem é amigo da garotada, via de regra, dá o cú e não cobra nada - pelo menos esta é a crença popular, não tenho como confirmar. Mas considerando que onde há fumaça, há rosca queimada, fica claro que desde aquela época a afirmação de que o 'pequeno poney' era fruta estava mais do que acertada.
Fato irrefutável #3: Doce beijo (nunca me enganou)
Um dos maiores sucessos da banda-mole Menudo foi "Doces Besos", que numa tradução livre quer dizer "Doces Beijos". Nunca me enganou. Basta dizer que a certa altura da música, os infantes assumiam:
"Lá em casa dizem que eu tô estranho,
Meus colegas se afastam de mim,
Mas não posso falar tenho medo,
Ninguém pode conhecer meu segredo (...)".
Ora, a quê poderiam estar se referindo senão ao fato de serem todos gays, mas que não podiam assumir publicamente. Era um fato, mas muitas meninas não eram capazes de enxergar.
Ou seja, sem forçar barra nenhuma, podemos comprovar que os fatos sempre estiveram à vista para aqueles que sabem ler nas entrelinhas.
Eu não queria, mas sou obrigado a repetir o que eu sempre disse: esse cara é boiola! E aproveito pra dizer que qualquer outra interpretação deste dossiê é despeito ou inveja do hetero visionário que pilota este site.
Não vou agora querer jogar na cara das dezenas de meninas (hoje mulheres) que eu conheci na época dos Menudos para quem eu tinha avisado que ele era gay, mas elas não acreditavam em mim. Preferiam achar que era despeito, inveja, só porque todas elas carregavam fotos deles nas agendas, cadernos e bolsas, e mal sabiam escrever o meu sobrenome (mesmo sendo repetido constantemente por meus amigos).
As dicas sempre estiveram presentes, como podemos comprovar nesse pequeno dossiê científico, um espécie de CSI do mundo pop, que montei para mostrar que eu tinha razão e, de uma vez por todas, a coisa mais sensata a se fazer no mundo é me ouvir.
Fato irrefutável #1: "If you're not here... na maçã..."
Eu não, mas meus amigos que eram mais imaturos do que eu cantarolavam "enfia o nariz... na maçã..." plagiando a canção, porque era essa a impressão que a gente, digo, meus amigos tinham da música. Parecia apenas uma forma infantil e invejosa de criticar aquela Boyz(?)-Band, mas na verdade, já era uma clara menção ao ato libidinoso praticado pelos gays, que devem enfiar o nariz e outras coisas nas maçãs dos comparsas.
Fato irrefutável #2: Encoxada escondida (não cobra nada)

A imagem ao lado não nega. O Rick Martin (o viadinho à esquerda, em baixo, claro), era nitidamente o maior amigo da garotada. E todo mundo sabe que quem é amigo da garotada, via de regra, dá o cú e não cobra nada - pelo menos esta é a crença popular, não tenho como confirmar. Mas considerando que onde há fumaça, há rosca queimada, fica claro que desde aquela época a afirmação de que o 'pequeno poney' era fruta estava mais do que acertada.
Fato irrefutável #3: Doce beijo (nunca me enganou)
Um dos maiores sucessos da banda-mole Menudo foi "Doces Besos", que numa tradução livre quer dizer "Doces Beijos". Nunca me enganou. Basta dizer que a certa altura da música, os infantes assumiam:
"Lá em casa dizem que eu tô estranho,
Meus colegas se afastam de mim,
Mas não posso falar tenho medo,
Ninguém pode conhecer meu segredo (...)".
Ora, a quê poderiam estar se referindo senão ao fato de serem todos gays, mas que não podiam assumir publicamente. Era um fato, mas muitas meninas não eram capazes de enxergar.
Ou seja, sem forçar barra nenhuma, podemos comprovar que os fatos sempre estiveram à vista para aqueles que sabem ler nas entrelinhas.
Eu não queria, mas sou obrigado a repetir o que eu sempre disse: esse cara é boiola! E aproveito pra dizer que qualquer outra interpretação deste dossiê é despeito ou inveja do hetero visionário que pilota este site.
sábado, dezembro 05, 2009
Minha bizarrice é internacional
Nota rápida: estou acompanhando o "Ídolos" de Portugal...
É bem parecido, mas os candidatos são um pouco menos bizarros e os jurados, um pouco menos duros.
Para minha surpresa, a maioria dos candidatos canta em Inglês. Teve uma que arriscou cantar em Português e foi até alogiada por sua ousadia por um dos jurados, ao que outro jurado replicou admirando-se por ver a que situação chegaram: elogiam aquele que canta em sua própria língua.
Fiquei imaginando com seria bom se tudo em Portugal fosse falado numa língua mais próxima e compreensível, como o Inglês,...se cantassem em uma língua mais próxima da nossa seriam até bons...
É bem parecido, mas os candidatos são um pouco menos bizarros e os jurados, um pouco menos duros.
Para minha surpresa, a maioria dos candidatos canta em Inglês. Teve uma que arriscou cantar em Português e foi até alogiada por sua ousadia por um dos jurados, ao que outro jurado replicou admirando-se por ver a que situação chegaram: elogiam aquele que canta em sua própria língua.
Fiquei imaginando com seria bom se tudo em Portugal fosse falado numa língua mais próxima e compreensível, como o Inglês,...se cantassem em uma língua mais próxima da nossa seriam até bons...
quarta-feira, dezembro 02, 2009
Mais um para a coleção
Pois é. Eu tenho poucas manias, mas uma das conhecidas é meio incontrolável: meu apreço pela música em geral e, em particular, por instrumentos musicais diferentes.
Como não podia deixar de ser, estando na terra do Fado, fui praticamente obrigado a adquirir uma guitarra portuguesa.
Pra quem não conhece (e eu era um destes), não se trata de uma variação da guitarra (ou violão), nem é um bandolim metido a besta. O instrumento tem timbre característico (do fado, só quem já ouviu entende, algo que lembra um misto de bandolim, banjo e cravo) e afinação absolutamente diferente de qualquer outro (apenas pra constar, são 6 cordas duplas, como segue: Si, Lá, Mi, Si, La, Ré).
Pode parecer bobagem pra vocês, mas estou feliz com meu novo brinquedo. Ainda não sei tocar, mas já estou todo animado. Olha ela aí embaixo...
Como não podia deixar de ser, estando na terra do Fado, fui praticamente obrigado a adquirir uma guitarra portuguesa.
Pra quem não conhece (e eu era um destes), não se trata de uma variação da guitarra (ou violão), nem é um bandolim metido a besta. O instrumento tem timbre característico (do fado, só quem já ouviu entende, algo que lembra um misto de bandolim, banjo e cravo) e afinação absolutamente diferente de qualquer outro (apenas pra constar, são 6 cordas duplas, como segue: Si, Lá, Mi, Si, La, Ré).
Pode parecer bobagem pra vocês, mas estou feliz com meu novo brinquedo. Ainda não sei tocar, mas já estou todo animado. Olha ela aí embaixo...
terça-feira, setembro 01, 2009
Oscar de Melhor Animação no Ídolos 2009
Tem gente muito animada mesmo naquele programa. Mas ninguém conseguiu superar até agora esse calouro do link aí. Verdadeira fixação em alegria!
Oscar de Animação no Ídolos!
Oscar de Animação no Ídolos!
domingo, agosto 02, 2009
Gênio indomável
O mundo conheceu hoje 2 peças novas-antigas do Mozart. Segundo especialistas que analisaram os manuscritos, as obras teriam sido compostas pelo gênio aos 8 anos e transcritas pelo pai, já que o prodígio ainda não havia aprendido notação musical.
O que confirma que ele tinha 8 anos? A época do documento e certa imaturidade, patente pelos excessos de virtuosismo demandado ao executor das peças. O que confirma que eram do Mozart? Segundo o próprio intérprete, especialista em instrumentos de teclado antigo (e.g. cravo), ele teve de se esforçar muito pra acompanhar os saltos e as aberturas solicitadas pelo guri. Uma peça daquela envergadura técnica e características só poderia ser dele.
Mas o que impressiona, além da precocidade e da qualidade das músicas (afinal, são obras do Mozart, cacete!), é uma estatística básica de que só me dei conta agora. O Amadeus começou a tocar com 3 e compor com 5 anos, tendo vivido até os 35, acumulando 600 composições, o que significa uma média 20 composições por ano!
Considerando que não eram composições como "Dança da motinha", mas sim umas 40 sinfonias (do nível da 'Flauta Mágica'), uns tantos Noturnos, e umas quantas Sonatas... considerando que, no caso das sinfonias, ele compunha, arranjava e escrevia partituras pra dezenas de instrumentos (e não apenas o piano)... e considerando ainda que foram 20 por ano, quer dizer que ele compôs 2 daquelas obras espetaculares a cada mês!!!
Bom, dito isso, acho que podemos tirar no mínimo 3 importantes conclusões irrefutáveis:
(1) Dá pra entender por quê há muitos anos a humanidade parou de atribuir o título de "gênio" às pessoas, mesmo àquelas com alto QI e elevada distinção.
(2) Dá pra confirmar que o Mozart merecia esse título de "gênio" e mesmo estando morto há 250 anos ele continua sendo "o cara" na música.
(3) Dá pra compreender por quê a Renault resolveu batizar aquele belíssimo tom de AZUL do Twingo com o nome de "AZUL MOZART". Que orgulho que me deu agora!!!
O que confirma que ele tinha 8 anos? A época do documento e certa imaturidade, patente pelos excessos de virtuosismo demandado ao executor das peças. O que confirma que eram do Mozart? Segundo o próprio intérprete, especialista em instrumentos de teclado antigo (e.g. cravo), ele teve de se esforçar muito pra acompanhar os saltos e as aberturas solicitadas pelo guri. Uma peça daquela envergadura técnica e características só poderia ser dele.
Mas o que impressiona, além da precocidade e da qualidade das músicas (afinal, são obras do Mozart, cacete!), é uma estatística básica de que só me dei conta agora. O Amadeus começou a tocar com 3 e compor com 5 anos, tendo vivido até os 35, acumulando 600 composições, o que significa uma média 20 composições por ano!
Considerando que não eram composições como "Dança da motinha", mas sim umas 40 sinfonias (do nível da 'Flauta Mágica'), uns tantos Noturnos, e umas quantas Sonatas... considerando que, no caso das sinfonias, ele compunha, arranjava e escrevia partituras pra dezenas de instrumentos (e não apenas o piano)... e considerando ainda que foram 20 por ano, quer dizer que ele compôs 2 daquelas obras espetaculares a cada mês!!!
Bom, dito isso, acho que podemos tirar no mínimo 3 importantes conclusões irrefutáveis:
(1) Dá pra entender por quê há muitos anos a humanidade parou de atribuir o título de "gênio" às pessoas, mesmo àquelas com alto QI e elevada distinção.
(2) Dá pra confirmar que o Mozart merecia esse título de "gênio" e mesmo estando morto há 250 anos ele continua sendo "o cara" na música.
(3) Dá pra compreender por quê a Renault resolveu batizar aquele belíssimo tom de AZUL do Twingo com o nome de "AZUL MOZART". Que orgulho que me deu agora!!!
sábado, julho 25, 2009
Música de Vanguarda

Vanguart (2007)
Vanguart
Quem me conhece há algum tempo sabe que eu tenho um defeito (dentre vários) que trás consequências desagradáveis pra quem me cerca. Eu gosto de música de vanguarda. O que é isso? É aquele tipo de música que é feita muitas vezes por pseudointelectuais, visando a romper com a estética predominante, aquele papo cabeça. Tipicamente, esse tipo de música cai no esquecimento alguns meses depois de aparecer.
No caso do Vanguart, banda matogrossense cujo nome já diz mais ou menos a que veio (referência à estética de Andy Warhol), talvez o futuro seja diferente. Ou não. Eles fazem um som honesto, com personalidade. Vi os caras na MTV, em programas que abrem espaço para comentários da banda, com apresentações ao vivo. O que me chamou a atenção não foi exatamente a qualidade técnica, nem o estilo, tampouco a inovação (até porque as bandas de vanguarda atualmente são sempre meio Los Hermanos). O diferencial foi a autenticidade. Eles não apenas se levam a sério como acreditam mesmo no que fazem como sendo bacana. E considerando que o meio pop é repleto de bandas com problemas de autoestima, ter essa autoconfiança é no mínimo diferente. Além disso, o fato de virem a público com repertório original em três idiomas é também inovador. Não fazem versões, mas criam em Português, Inglês e Espanhol. Aqui, um comentário sem maldade, mas sincero: o Espanhol do Helio Flanders me parece meio fajuto, mas vá lá.
As canções que prefiro (e, neste caso, estou alinhado com a crítica) são Semáforo (anterior ao álbum, de 2002) e Los Chicos de Ayer (não encontrei link). Vale a pena pra quem não liga de ter de insistir um pouco pra conseguir gostar de uma música.
terça-feira, junho 09, 2009
Furo de reportagem
Lembrei hoje de quando o finado Tom Jobim comentou, em entrevista concedida à TV Cultura, um acontecimento inusitado envolvendo o "mestre" Villa-Lobos.
Entre baforadas de charuto aspirado através de uma piteira que lhe havia presenteado o próprio maestro, Jobim narrava a empreitada de uma jornalista novata, na tentativa de extrair novidades em exclusividade do autor das Bachianas, abordando-o no aeroporto enquanto voltava ao Brasil de viagem aos Estados Unidos.
Não sabia a jornalista, ou teria ignorado tal informação, que o Villa-Lobos havia ido ao exterior para tratamento de saúde.
- Maestro, atualmente o que o senhor está compondo?
- Minha filha, eu no momento estou "decompondo"...
Entre baforadas de charuto aspirado através de uma piteira que lhe havia presenteado o próprio maestro, Jobim narrava a empreitada de uma jornalista novata, na tentativa de extrair novidades em exclusividade do autor das Bachianas, abordando-o no aeroporto enquanto voltava ao Brasil de viagem aos Estados Unidos.
Não sabia a jornalista, ou teria ignorado tal informação, que o Villa-Lobos havia ido ao exterior para tratamento de saúde.
- Maestro, atualmente o que o senhor está compondo?
- Minha filha, eu no momento estou "decompondo"...
segunda-feira, maio 04, 2009
Sobradinho
Eu sei que existe uma explicação meteorológica qualquer. A ciência explica tudo (boa parte, só depois que acontece). Mas tá bizarro esse negócio de seca no Sul e enchente no Nordeste. Ah, e de quebra um vendavalzinho de 80Km/h no Sudeste (São Paulo), com direito a árvores sobre os parabrisas e uma dor de cabeça enorme pra convencer o seguro a pagar o estrago. Sem contar os nossos corajosos limpadores de vidraça alpinistas, que evoluíram para um esporte misto de alpinismo, rapel e balanço...
Só consigo lembrar daquela canção da então dupla Sá e Guarabira, que aprendi na infância:
Só consigo lembrar daquela canção da então dupla Sá e Guarabira, que aprendi na infância:
O sertão vai virar mar
Dá no coração um medo que algum dia o mar também vire sertão...
domingo, abril 05, 2009
15 anos de novo
Eu queria voltar no tempo e ter 15 anos de novo. Há coisas ruins nessa ideia - inseguranças, primeiras-vezes, acnes -, mas há outras coisas espetaculares - mais energia, menos peso, mais planos, mais expectativas, menos medos, menos a perder... e, no meu caso, uma coisa muito especial: agilidade, técnica aguçada e muito tempo pra estudar violão todos os dias.
Essa nostalgia toda se deve ao fato de eu estar tentando aprender violão flamenco. Não aquelas bobagens pseudoflamencas que alguns violonistas capengas fazem. Estou falando sobre the real stuff. E posso dizer: é foda, muito foda, sobretudo quando não se tem mais 15 anos.
Se alguém se quiser sentir pequeno e miserável como eu, veja o mestre Paco no vídeo abaixo. Ah, como eu queria voltar no tempo...
Essa nostalgia toda se deve ao fato de eu estar tentando aprender violão flamenco. Não aquelas bobagens pseudoflamencas que alguns violonistas capengas fazem. Estou falando sobre the real stuff. E posso dizer: é foda, muito foda, sobretudo quando não se tem mais 15 anos.
Se alguém se quiser sentir pequeno e miserável como eu, veja o mestre Paco no vídeo abaixo. Ah, como eu queria voltar no tempo...
sexta-feira, março 06, 2009
segunda-feira, fevereiro 23, 2009
Dica de Carnaval: Cool Jazz

The Instrumentals (1999)
George Benson
Em pleno Carnaval, a festa mais celebrada por quase todo brasileiro, recomendo ouvir este álbum instrumental do guitarrista de jazz mais pop dos Estados Unidos. George Benson ficou famoso, para alguns, com o hit On Broadway e, para outros, com a "polêmica" envolvendo o Jorge Bem.
Pra quem não lembra nem do George Benson, nem da polêmica, explico: o nosso malemolente compositor carioca, cujo nome artístico havia sido por décadas "Jorge Bem", alegou, na década de 80, quando estava passando por uma fase de ostracismo, que foi obrigado a mudar o nome para "Jorge BenJor", a fim de diferenciá-lo do guitarrista americano. Segundo Benjor, o flamenguista estaria perdendo vendas para o jazzista ianque, cujo nome, pronunciado rapidamente, parecia (segundo ele) o de Jorge Bem. Assim, pessoas que queriam comprar CDs do carioca, levavam por engano os hits do americano. Claro que isso foi uma grande mentira, mas ajudou Benjor a ressurgir das cinzas para gravar um CD meia-boca (Jorge 25) e desaparecer novamente logo em seguida.
Enquanto isso, George continuou com sua pouco conhecida carreira, gravando umas bobagens por aí. Este álbum que estou indicando para o Carnaval é um que foi lançado mais ou menos na época que o Benjor inventou a babozeira. E vejam que o "malicioso guitarrista" se aproveitou de mais um sucesso brasileiro. Ele grava Dinorá, Dinorá, de forma que nem mesmo o Ivan Lins seria capaz de reproduzir. Mas tudo bem, a gente continua escutando esse "ladrão de carreiras" assim mesmo. E mesmo durante o Carnaval...
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