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quinta-feira, agosto 16, 2012

Por mim, pode acabar o mundo em 2012

No final das contas, apesar da brincadeira sobre resoluções de ano novo, eu havia definido apenas 3 objetivos para mim este ano, todos perfeitamente factíveis. Hoje, foi confirmado derradeiramente que um dos objetivos já não é mais atingível. E os outros 2 estão com chances remotas de se concretizarem. Por mim, 2012 já era, ficou como o ano que não foi.

domingo, fevereiro 13, 2011

Na minha mão é mais barato!

O Egito está passando por uma transformação importante em sua história. Como tantos outros países, vai sofrer um bocado e viver muita instabilidade no caminho da plena democracia. Hoje o Museu do Cairo, que tive a oportunidade de conhecer há meia década, foi saqueado e várias peças de Tutan Kumon foram subtraídas do acervo. Minha dúvida é: pra quê? O que o sujeito vai fazer com essas peças? Vender pra turista como réplica?

sexta-feira, novembro 19, 2010

Votem na mais bizarra notícia

Vamos a mais um divertido pleito sobre a notícia mais bizarra dentre três pérolas criteriosamente selecionadas. A notícia mais votada não ganha nada. Nem as pessoas que votarem. Aliás, vocês perdem (tempo e disposição). Mesmo assim, vamos lá...

Notícia Bizarra No. 1: Público decide sobre aborto
Um casal norteamericano, Alisha e Arnold, ambos com 30 anos, moradores de Minneapolís, estado
em que o aborto é legal, estão indecisos sobre manter ou descontinuar a gravidez e resolveram pedir votos ao público de seu site na internet. O feto está no quinto mês de concepção e as votações devem acontecer até início de dezembro, quando termina o prazo legal para realização do aborto. O casal de filhos-da-puta, digo, indecisos tem atualizado o site com fotos do feto. Sem autorização do casal escroto, digo, polêmico, hackeei o site deles e inclui mais uma alternativa para votação (além do "sim" e do "não"): "abortar" os pais, logo após o parto, permitindo que a criança seja adotada e criada por pessoas decentes. Esta última opção está vencendo com 94% dos votos, contra uma minoria de "não" e dois votos em branco...


Notícia Bizarra No. 2: Carne de cachorro
Uma associação tosca, digo, inglesa, de defesa dos animais criou e colocou à venda uma linha de produtos polêmica: bandejas com carne de várias
raças de cachorro (Collie, Labrador, etc). Os produtores dizem que os animais não passam por maltratatos e há quem diga que é apenas uma campanha fictícia para chamar a atenção dos carnívoros para o fato de que alguns animais (boi, porco) não recebem a mesma compaixão do que outros (cachorro). Na dúvida, e acreditando nos dizeres da embalagem, muitas pessoas que têm animais de estimação já adotaram o consumo de carne de scooby-doo, desde que de raça distinta daquela que possuem. Há quem tenha passado a fazer dieta dedicando-se exclusivamente à carne de Chihuahua (que é light). Mas parece que o único produto esgotado mesmo é a carne de ativista da Animal Aid (tem sido a mais procurada)...


Notícia Bizarra No 3.: Criança na varanda
Na Turquia, uma mulher louca e que merece apanhar, digo, desconhecida utilizou uma criança de cerca de 6 anos como anzol para fisgar um lenço, que havia caído da
sacada do segundo anda no térreo. Aparentemente, a idiota, digo, a ousada mulher não tem conhecimento da existência de dois importantes aparatos da construção civil, um dos quais, pelo menos, sempre disponíveis: escada e elevador. A vaca, digo, a puta, digo, essa chupeteira-sem-noção, digo, a tresloucada desceu a criança içada por uma corda e a camiseta da menina, que felizmente realizou o percurso sem prejuízos físicos. Esta manhã, por razão desconhecida, a nojenta, digo, misteriosa mulher foi içada do alto de um prédio de 50 andares para buscar um palito de dentes que teria caído inadvertidamente sobre o solo. Como a mulher não encontrou o palito, foi içada novamente para o alto mas infelizmente a corda rompeu por volta do 47o andar...

Aproveitem! Votem no caso mais ridículo!

quinta-feira, setembro 23, 2010

Tô vendo tudo!



O Meu País
Zé Ramalho
Composição: Livardo Alves - Orlando Tejo - Gilvan Chaves


Tô vendo tudo, tô vendo tudo
Mas, bico calado, faz de conta que sou mudo

Um país que crianças elimina
Que não ouve o clamor dos esquecidos
Onde nunca os humildes são ouvidos
E uma elite sem deus é quem domina
Que permite um estupro em cada esquina
E a certeza da dúvida infeliz
Onde quem tem razão baixa a cerviz
E massacram-se o negro e a mulher
Pode ser o país de quem quiser
Mas não é, com certeza, o meu país

Um país onde as leis são descartáveis
Por ausência de códigos corretos
Com quarenta milhões de analfabetos
E maior multidão de miseráveis
Um país onde os homens confiáveis
Não têm voz, não têm vez, nem diretriz
Mas corruptos têm voz e vez e bis
E o respaldo de estímulo incomum
Pode ser o país de qualquer um
Mas não é com certeza o meu país

Um país que perdeu a identidade
Sepultou o idioma português
Aprendeu a falar pornofonês
Aderindo à global vulgaridade
Um país que não tem capacidade
De saber o que pensa e o que diz
Que não pode esconder a cicatriz
De um povo de bem que vive mal
Pode ser o país do carnaval
Mas não é com certeza o meu país

Um país que seus índios discrimina
E as ciências e as artes não respeita
Um país que ainda morre de maleita
Por atraso geral da medicina
Um país onde escola não ensina
E hospital não dispõe de raio-x
Onde a gente dos morros é feliz
Se tem água de chuva e luz do sol
Pode ser o país do futebol
Mas não é com certeza o meu país

Tô vendo tudo, tô vendo tudo
Mas, bico calado, faz de conta que sou mudo

Um país que é doente e não se cura
Quer ficar sempre no terceiro mundo
Que do poço fatal chegou ao fundo
Sem saber emergir da noite escura
Um país que engoliu a compostura
Atendendo a políticos sutis
Que dividem o brasil em mil brasis
Pra melhor assaltar de ponta a ponta
Pode ser o país do faz-de-conta
Mas não é com certeza o meu país

Tô vendo tudo, tô vendo tudo
Mas, bico calado, faz de conta que sou mudo

sábado, setembro 04, 2010

Não ri, gente! É sério... Pô, não ri!

Descobri um novo movimento que preciso apresentar aos meus amigos. É chamado de "Os Abravanas" ou "Os Abravanistas". O nome do movimento faz menção ao nome real do Silvio Santos e foi cunhado por um desocupado, digo, artista plástico alternativo e ex-arquiteto, chamado Risk Castro.

Esse idiota, digo, artista criou o movimento logo após o término do sequestro da filha de Silvio Santos. A menina veio a público descrever a experiência e acabou falando bem dos sequestradores, como aliás acontece com frequência. Isso que os psicólogos chamaam de Síndrome de Estocolmo, foi visto pelo pateta, digo, pelo ex-arquiteto e maluco aleatório, como sendo um ato de desprendimento e de superação. E a partir disso, o animal de tetas, digo, o circense Rick bravou: "Gente, eu vou mais é Abravanar!".

Com esse comportamento brilhante, o inútil atacado, digo, o pantomímico ator convidou uma trupe de escrotos, digo, entusiastas, apresentou o "movimento" e começou a sair com essa corja, digo, galera, fazendo performances. Ah, sim, o movimento consiste em pintar o rosto e vestir tecidos coloridos e brilhantes e dançar de forma estúpida, digo, performática, em locais públicos da cidade.

Os Abravanas não são dançarinos, não são atores, não fazem protestos, não querem ser revolucionários, não captam dinheiro, não geram benefícios a ninguém, não influenciam pessoas, não promovem a paz, não ajudam o meio-ambiente, não contribuem com o social... nada... eles não têm objetivo: só querem abravanar!

Minha opinião? Porra, sei lá, caralho! Já não sei como foi que aguentei escrever essa merda toda até aqui, vou ter que elaborar uma opinião ainda???? São fora, sei lá, eu só quero aaaaa-braaaa-vaaaaa-naaaaar!!!!!

sábado, agosto 14, 2010

Vamos abatê-la a tiros

Pois é. Quando a Vanusa fez aquele papelão cantando o Hino Nacional Brasileiro, veio um monte de gente defender, dizer que o hino é difícil, que estavam pegando no pé da véia, que isso, que aquilo.

Agora, depois de ver o vídeo abaixo, concluo que: ou a Vanusa ainda não terminou o tratamento e continua tomando algum remédio muito sinistro, ou ela precisa de uma injeção letal para acabar com o sofrimento (e com a bebedeira).

Julguem vocês mesmos...

sábado, julho 17, 2010

Saudade do cheiro dele

Uma senhora de 91 anos da Pensilvânia (abaixo) tem alguma dificuldade para enfrentar a morte - e uma facilidade danada para abrir buracos na terra.

A viuva Jean Stevens, que perdeu o marido há 12 anos, desenterrou-o do cemitério próximo onde estava sepultado e passou a mantê-lo na garagem de sua casa, conservando-o com um bálsamo caseiro e perfumes. A velhinha acredita que enterrar a pessoa significa "adeus para sempre", o que não acontece deixando-o (ainda que morto e putrfante) ao alcance de seu toque e sua visão.

Por isso, como a idéia estava dando super certo, a vovó repetiu a dose, com sua irmã gêmea, que morreu há alguns meses apenas. Nesse caso foi mais fácil, porque ela havia sido enterrada na área externa da própria casa. Como ainda está recente, a senhoria tirou a irmã morta (e em decomposição) do quintal e transferiu para um sofá, que fica na sala mesmo. Isso porque a falecida era claustrofóbica e ficar em um caixão fechado para sempre era horrível, "sufocante, mesmo que você não esteja respirando".

Apesar de profundamente "tan-tan", a velhinha não sofreu represálias severas. As autoridades removeram os corpos de sua casa e prometeram devolver mediante a contrução de uma cripta. Tudo que ela quer é voltar a ter contato com seus entes queridos (e meio corroídos pelos vermes): "Bem, eu sinto de maneira diferente em relação à morte".


Jean Stevens mostra foto dos anos 1940 em que ela aparece ao lado de seu falecido marido, James, fora de sua casa em Wyalusing. (Fonte: G1)

quarta-feira, maio 19, 2010

Que filhos da NET!

Eu não gosto da NET. Os produtos eu acho até bons, na média, mas o atendimento é de descascar a pele do saco com canivete!

Já liguei e briguei algumas vezes. Xinguei a moça, ela bateu o telefone na minha cara. Desmarcaram 3 ou 4 visitas e me deixaram esperando em casa que nem um idiota (maior do que já sou).

Agora confiram a última:
- No dia 12/Maio liguei pra solicitar um upgrade de pacote (sim, eu quero pagar mais pra eles!) que requer mudança de decodificador.
- Pedi para agendar a visita técnica num sábado. Como não havia disponibilidade no dia 15, agendei para o dia 22.
- No dia 17 (segunda-feira!), apareceram no meu prédio. A Fraunline me ligou perguntando se podia deixar entrar. Como eu não tinha agendado naquela data, disse que não (fiquei com medo que fosse assalto).
- No dia 19 liguei pra confirmar o agendamento. De fato, a visita do dia 17 não era pra mim, foi tentativa de assalto, eu acho. Eu deveria estar preocupado, mas tenho mais medo da NET que dos assaltantes.
- No entanto, confirmaram que meu agendamento era para dia 24 (outra segunda-feira!). Eu disse que havia engano e pedi pra corrigirem. Só que não tinha mais disponibilidade em 22, ficou pra 29.

Em resumo: pedi no dia 15 e, se tiver sorte, conseguirei no dia 29. Isso porque foi um pedido de upgrade (que é igual a pagar mais pra ficar mais puto).

Com isso, acabei forjando um novo xingamento: "Vá pra NET que pariu!".

Mais aliviado, quero entender que história foi essa de aparecer um "técnico" falando ser da NET, sem ser de fato. Sinistro...

quarta-feira, fevereiro 17, 2010

O fim de um ícone

Soube hoje que o mais emblemático estúdio de audio do planeta, o Abbey Road, está à venda. A gravadora pretende embolsar cerca de U$ 18 milhões para ajudar a pagar dívidas.

O que me chocou na notícia é que eu sempre fui um músico (amador) interessado também nos bastidores da música. Se eu tivesse seguido por outro caminho numa bifurcação que me apareceu aos 18 anos de idade, eu poderia ter virado um profissional da música. Como tal, poderia ter conseguido atingir o sucesso absoluto -gravar composições próprias, ser reconhecido, admirado e fortemente remunerado por isso- ou poderia ter virado um completo fracasso -daqueles que nunca conseguem se sustentar direito. Entre estes dois extremos, há um expectro de possibilidades, dentre as quais a de virar um músico dos bastidores, que habita os estúdios de gravação como técnico, não necessariamente como emissor da música.

E como esta era uma das possibilidades, caso eu tivesse optado por este caminho, sempre que vi um documentário, um making off de video-clipe, um bastidor de show, analisava com carinho o trabalho feito pelos engenheiros de som, técnicos e músicos de apoio. Considerando este cenário, imaginar-se trabalhando num grande estúdio, tocando com grandes ídolos da música, é o que poderia haver de mais glamuroso.

Abrindo parênteses no sonho dos bastidores, tenho um amigo que tem seu próprio estúdio. Ele se formou Engenheiro Mecânico, entregou o diploma ao pai, aposentou a HP e foi correr seus riscos. Segundo ele mesmo confidenciou dia destes, ter o respaldo de um pai rico ajudou a ter coragem, mas enfrentar sozinho esse desafio e insistir no sonho mesmo diante de alguns anos de insucesso foram méritos exclusivos dele. Tem conseguido pagar as contas, mas não chegou nem perto do glamour. Fechando parêntesis.

Frente a este extenso contexto é que surge minha tristeza em ver o estúdio à venda. A Ilha da Fantasia dos pseudo-quase-músicos está prestes a desaparecer, contando apenas com notas de rodapé na MTV. Pode ser insignificante pra muitos, mas pra mim é uma pá de cal sobre um sonho velado, recorrente e, agora, mais distante do que nunca.

quarta-feira, outubro 21, 2009

sábado, outubro 03, 2009

Onde está o meu QG?

Viver é confirmar, dia após dia, que não há limites para o inesperado.
Pessoas morrem, outras nascem, outras se desentendem ou se desencontram - mesmo quando parecem unha e carne.
Mas os amigos ficam, continuam presentes e devem continuar sempre presentes, no matter what.
Na minha casa quase nunca teve muita companhia - sou sempre só eu. Mas tem sempre espaço no chão pra colchão, um canto pra assistir TV e cerveja (boa) na geladeira (pra um batalhão, se for preciso).
Espero, do fundo do coração, que tudo se resolva da melhor forma para todos e todos vivam sempre mais felizes.

terça-feira, setembro 01, 2009

Oscar de Melhor Animação no Ídolos 2009

Tem gente muito animada mesmo naquele programa. Mas ninguém conseguiu superar até agora esse calouro do link aí. Verdadeira fixação em alegria!

Oscar de Animação no Ídolos!

terça-feira, agosto 25, 2009

Doença, de novo: Ídolos

Pra quem não viu, segue o "vídeo kinder ovo" do Ídolos.
A "novidade escondida" (no bom sentido) é revelada no finalzinho do vídeo (ainda bem não é exibida, só revelada)...

segunda-feira, agosto 24, 2009

Entrou no nosso rabo (e não quer sair nunca)

O Sarney, definitivamente, é um grande filho-da-puta!
Não bastassem todos os esquemas que ele armou (atos secretos, nepotismo), todas as mentiras que ele declarou publicamente durante sua defesa (por exemplo, não conhecer o afilhado) e a palhaçada final do arquivamento das 11 acusações, este filho-de-uma-boa-puta ainda passa o sabão no Suplicy, que foi o único que teve a decência de lembrar que o Sarney tem que se explicar.

O bigodudo cusão, coronel-de-merda, escroto de marca maior, veio com um papo furado de que "sou Imortal, estou no meio de uma homenagem a Euclides e vossa excelência traz um tema que desreipeita esta casa". Ora, vá-pra-puta-que-o-pariu! Aliás, infelizmente, a puta da mãe do Sarney teve a sorte de não perder a prole no parto. Azar o nosso, que temos de encarar um ex-presidente incompetente, que virou Senador corrupto e inescrupuloso, incapaz de limitar suas falcatruas à média, de forma a pelo menos não chamar tanto a atenção.

Eu queria mais é que este filho-da-puta, junto com toda a família dele (que deve ser o equivalente a uns 2 Estados nordestinos), desapareça da face da terra, se possível de forma dolorosa. Chega de só a gente levar no rabo! Vai se fuder!

quarta-feira, agosto 19, 2009

Pioria contínua

Eu estou indo de mal a pior no que diz respeito à escolha dos programa de TV. Antes eu era bem crítico, não via bobagem de nenhum tipo. A transformação veio gradativamente, como na dependência de uma droga, situação em que a necessidade de experimentar algo mais forte se repete a cada superação.

A primeira dose foi o Casa dos Artistas. Vi quase todo e cheguei a torcer para o Supla, o que por si só já é um sintoma claro de demência. Passei, com alguma resistência, para o Big Brother. Várias edições, nenhuma inteira, mas quase todas na arrancada final. O ápice do vício, claramente, foi quando me peguei torcendo pra uma gostosa-da-vez sair só pra eu poder vê-la na Playboy. E, sim, cheguei ao cúmulo de votar por telefone, mas foi uma vez só, juro, não repetirei.

Quando eu achava que não tinha como ir além, veio a novidade. Estou acompanhando A Fazenda, que é igualmente podre a qualquer reality, só que com artistas (como era a primeira droga que eu provei). Fiquei espantado com o gaúcho babaca (Theo), impressionado com o "talento" das gostosas-de-plantão, admirado com a repetitiva tosquidão do público ao fazer escolhas. Mas no fundo, essas tranqueiras são só variações da mesma porcaria.

Mas o que me deixou preocupado mesmo foi a droga de hoje. Ídolos! Pois é, eu achei que nunca faria isso, mas acabei acompanhando um episódio. Com direito a pessoas bizarras, travestis (pior que um cantava bem!) e outras bobagens de todos os lados do Brasil.

Felizmente, não consegui manter-me mais de 30 segundos ligado sem mudar de canal, porque continuo sentido vergonha alheia a todo momento. Mas é isso que me salva, eu acho. Quando eu conseguir acompanhar o episódio inteiro, sem zapear, vai ser a pá de cal. Certeza.

segunda-feira, agosto 17, 2009

O fim dos tempos


Ainda não foi julgado e condenado, mas há indícios fortes contra esse médico aí da foto, especializado em reprodução assistida e, até pouco tempo, um dos mais "respeitados" do Brasil.

A notícia está aqui, com todos os números contundentes (mais de 50 acusações de atentado violento ao pudor e/ou estupro).

O triste é que esse médico era figura carimbada, conhecida há décadas, uma referência no tratamento de casais com dificuldade de ter filhos. Eu, que não sou do meio, já tinha visto esse cara em pelo menos uma dezena de programas de TV. E milhares de pacientes passaram pela clínica dele na Avenida Brasil.

O pior é que, se forem confirmados os casos, considerando o tempo de serviço e o volume de atendimentos, ficará muito complicado pra uma mulher que tenha passado por tratamento com ele não se sentir mal.

Espero (embora não acredite) que seja tudo mentira, invenção da imprensa marron, que apenas quer destruir a reputação de um grande e bem sucedido profissional. Caso contrário, é o fim dos tempos.

segunda-feira, junho 15, 2009

Novo clássico da Fraulein

Tive que desligar a maquina
para passa roupa si liga 2 junto
cai a xave nao secou o lenço deixei na
maquina ta

terça-feira, maio 19, 2009

Esta noite será um teste

Vamos ver se o tarja vermelha que meu psiquiatra recomendou funciona. Não é nada demais, é apenas um indutor de sono. Para os dias em que a ansiedade me faz querer pular a noite e continuar logo no dia seguinte, embora eu quisesse mesmo é estar no mês seguinte, quando tudo que está em processo (lento) de execução atualmente já terá terminado. Paradoxalmente, a ansiedade não me faz mais eficiente, nem me dá mais energia pra conseguir superar as dificuldades. Ela só atrapalha, tira o sono, tira o ânimo, o sabor das coisas. Nos dias de agonia ansiosa (como hoje), vem uma sensação de frustração, de pequenez, de fome, de que o tempo está voando e eu fiquei inerte, de que eu não consigo fazer as coisas direito. E mesmo sabendo que normalmente faço melhor que outros pares, continuo me achando mediocre. Ah, vermelhinho, hoje é a prova dos nove...

Ganhei (perdi) meu dia...

Já que o "blog é o novo divã" (plagiando uma amiga minha)...
Já que quando o urubu resolve sentar no nosso ombro a gente tem que esperar ele terminar de cagar...
Já que uma desgraça nunca vem só...
... deixa eu aproveitar pra desabafar as mágoas de uma vez!
Quem sabe se assim eu amanhã levante melhor...

É que eu perdi de novo esta semana. Como diz o ditado: "azar nos negócios, desgraça no amor". A mulher que eu havia planejado, durante a semana passada, encontrar nesta semana após longa data, teve de viajar pro Rio e passar a semana toda. Tivemos alguns desencontros como esse antes e ela costuma se casar nessas ocasiões. Não é só nas negociações imobiliárias que eu perco o timing.

E pra encerrar de vez esta safra de azares, vou citar o poeta (Drummond*):

Ganhei (perdi) meu dia.
E baixa a coisa fria
também chamada noite, e o frio ao frio
em bruma se entrelaça, num suspiro.

(...) eis que assisto
a meu desmonte palmo a palmo e não me aflijo
de me tornar planície em que já pisam
servos e bois e militares em serviço
da sombra, e uma criança
que o tempo novo me anuncia e nega (...)


(*) Trecho de "Elegia", poema clássico do autor, que sempre lembro quando o corvo pousa no meu ombro. Pois é, minha memória tem flashes de uma época em que ela funcionava bem...