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quinta-feira, agosto 16, 2012
Por mim, pode acabar o mundo em 2012
No final das contas, apesar da brincadeira sobre resoluções de ano novo, eu havia definido apenas 3 objetivos para mim este ano, todos perfeitamente factíveis. Hoje, foi confirmado derradeiramente que um dos objetivos já não é mais atingível. E os outros 2 estão com chances remotas de se concretizarem. Por mim, 2012 já era, ficou como o ano que não foi.
sábado, maio 21, 2011
Lady bosta
Assisti a um show da Lady Gaga na TV. Achei uma verdadeira bosta. N ão sei se o que me incomodou foi mais o estilo exagerado da produção de tudo que ela faz (música, dança, figurino, depoimentos, etc). Tudo nela é over e soa falso. Como pode ser a maior estrela pop do mundo da atualidade?
segunda-feira, janeiro 24, 2011
O Lula faz besteira e o Brasil se ferra
Sei que não temos longa tradição de participações no Oscar, até porque nem temos um cinema que orgulhe a maioria da população (embora nossas produções tenham melhorado sensivelmente nas últimas 2 décadas). Mas que a última indicação de filme brasileiro para concorrer a melhor filme extrangeiro, com Lula, o filho do Brasil, foi apenas uma jogada política, disso ninguém duvida.
A indicação não fazia sentido algum. Primeiro, porque não se mistura política com cinema (não nesse contexto de competição internacional). Segundo, porque havia filmes muito melhores para concorrer. Um exemplo óbvio é o Tropa de Elite 2, que tem temática mais interessante para o mundo, é melhor produzido, é mais dinâmico, teve bilheteria recorde aqui mesmo (onde se encontra o público mais exigente), ou seja, tinha muito maior chance de concorrer a uma vaga e até de vencer. Mas apesar da inferioridade óbvia do filme do nosso ex-presidente, a armação política venceu.
No entanto, a Academia de cinema americana não está interessada em manipulação eleitoreira de país do terceiro mundo. E deu ao Lula, o filho do Brasil, a atenção merecida: não vai sequer participar da competição. E assim, mais uma vez, nosso país se afasta dessa importante indústria. Mas foi só mais uma das decisões equivocadas do ex-presidente, privilegiando uma posição pessoal em detrimento do interesse nacional. Que bom que o Lula é passado. Só espero que ele não volte nunca.
A indicação não fazia sentido algum. Primeiro, porque não se mistura política com cinema (não nesse contexto de competição internacional). Segundo, porque havia filmes muito melhores para concorrer. Um exemplo óbvio é o Tropa de Elite 2, que tem temática mais interessante para o mundo, é melhor produzido, é mais dinâmico, teve bilheteria recorde aqui mesmo (onde se encontra o público mais exigente), ou seja, tinha muito maior chance de concorrer a uma vaga e até de vencer. Mas apesar da inferioridade óbvia do filme do nosso ex-presidente, a armação política venceu.
No entanto, a Academia de cinema americana não está interessada em manipulação eleitoreira de país do terceiro mundo. E deu ao Lula, o filho do Brasil, a atenção merecida: não vai sequer participar da competição. E assim, mais uma vez, nosso país se afasta dessa importante indústria. Mas foi só mais uma das decisões equivocadas do ex-presidente, privilegiando uma posição pessoal em detrimento do interesse nacional. Que bom que o Lula é passado. Só espero que ele não volte nunca.
quarta-feira, setembro 29, 2010
Ziraldo, telegrama para você
Como a maior parte das pessoas da minha idade, conheci o Ziraldo através do livro "O menino maluquinho". Na época, adorei o livro, mais pelas ilustrações que pelo texto (que já achava um pouco bobo, mesmo sendo criança).
Apesar do impacto daquela obra, não li nenhuma outra criação do autor, por absoluto desinteresse. A participação dele no Pasquim, que poderia ter-me interessado, já havia caído no esquecimento quando virei gente grande. Foi assim que o Ziraldo virou apenas um escritor-cartunista polêmico e tão maluquinho quanto seu personagem mais famoso.
Ao longo dos anos, fui colecionando observações da esquisitice do artista. Marcas comuns sempre foram a defesa incansável da leitura desde o ensino fundamental (bandeira muito louvável, por sinal) e a total apologia contra as novas (e até as já antigas) tecnologias (esforço inútil e equivocado, ao meu ver. Resistência, eu entendo; aversão, até aceito. Mas apologia contra, acho lamentável.)
Exemplo da primeira mania ziraldista: sempre fez palestras, entrevistas e declarações públicas de incentivo à leitura (não apenas de seus livros, mas geral) e elogiou o trabalho dos professores, cuja missão primeira, segundo o autor, é a alfabetização, acompanhada do despertar do desejo pela leitura. "Ler deve ser igual a comer, beber e respirar", argumenta recorrentemente o pai do Menino Maluquinho.
Com relação ao repúdio às tecnologias, também são repetitivos os exemplos: "só uso máquina de escrever, não gosto do computador"; "não acredito que o e-book vá substituir o livro em papel, o livro é insubstituível"; afirmava reiteradamente o escritor, sem preocupação em ser polêmico.
Lembro inclusive de entrevista memorável ao Roda Viva, da TV Cultura, em que o Ziraldo discutia com um jornalista jovem do Estadão sobre o e-book. Todo argumento do artista a favor da versão em papel (por exemplo, a vontade de fazer anotações no livro, o gosto por ler ao sol, o apego à maleabilidade do volume) eram refutados pelo jornalista prontamente (respectivamente, é possível inserir comentários no livro eletrônico, a tela pode ser antirreflexiva, os e-readers serão dobráveis como o papel). Como não queria perder, Ziraldo apelou (e ganhou): "mas e se eu estiver lendo no banheiro e faltar papel, o e-book me atende?"
Embora sempre questionável e intransigente, o Ziraldo era razoável. Mas agora, vendo suas últimas afirmações, parece-me, que ele está se excedendo. Em outras palavras, ficou gagá, ou perdeu de vez a paciência com a opinião dos outros e só quer saber mesmo das suas crenças (ainda que sem bons argumentos para sustentá-las).
Recentemente, Ziraldo mandou as seguintes pérolas:
Eu até entendo que a gente fique cansado com tantas novidades e não acho que devamos necessariamente aprender e nos tormarmos experts no uso de qualquer tecnologia. Pessoas envelhecem e merecem descanso e compreensão. Mas também não acho preciso esculhambar aquilo que não conseguimos compreender. Bastaria dizer: "acho bom ver a evolução do homem, mas já não me envolvo, nem me empolgo, com as invenções tecnológicas recentes". Custaria dizer isso? Que menino maloquinho, não?
De qualquer forma, para quem quiser ignorar a opinião pessoal do autor e optar por investir na leitura de seus livros novos, basta comprar o e-book, já disponível (por exemplo, através deste link). Afinal, o autor pode ficado maluquinho, mas a Editora Melhoramentos, não.
Apesar do impacto daquela obra, não li nenhuma outra criação do autor, por absoluto desinteresse. A participação dele no Pasquim, que poderia ter-me interessado, já havia caído no esquecimento quando virei gente grande. Foi assim que o Ziraldo virou apenas um escritor-cartunista polêmico e tão maluquinho quanto seu personagem mais famoso.
Ao longo dos anos, fui colecionando observações da esquisitice do artista. Marcas comuns sempre foram a defesa incansável da leitura desde o ensino fundamental (bandeira muito louvável, por sinal) e a total apologia contra as novas (e até as já antigas) tecnologias (esforço inútil e equivocado, ao meu ver. Resistência, eu entendo; aversão, até aceito. Mas apologia contra, acho lamentável.)
Exemplo da primeira mania ziraldista: sempre fez palestras, entrevistas e declarações públicas de incentivo à leitura (não apenas de seus livros, mas geral) e elogiou o trabalho dos professores, cuja missão primeira, segundo o autor, é a alfabetização, acompanhada do despertar do desejo pela leitura. "Ler deve ser igual a comer, beber e respirar", argumenta recorrentemente o pai do Menino Maluquinho.
Com relação ao repúdio às tecnologias, também são repetitivos os exemplos: "só uso máquina de escrever, não gosto do computador"; "não acredito que o e-book vá substituir o livro em papel, o livro é insubstituível"; afirmava reiteradamente o escritor, sem preocupação em ser polêmico.
Lembro inclusive de entrevista memorável ao Roda Viva, da TV Cultura, em que o Ziraldo discutia com um jornalista jovem do Estadão sobre o e-book. Todo argumento do artista a favor da versão em papel (por exemplo, a vontade de fazer anotações no livro, o gosto por ler ao sol, o apego à maleabilidade do volume) eram refutados pelo jornalista prontamente (respectivamente, é possível inserir comentários no livro eletrônico, a tela pode ser antirreflexiva, os e-readers serão dobráveis como o papel). Como não queria perder, Ziraldo apelou (e ganhou): "mas e se eu estiver lendo no banheiro e faltar papel, o e-book me atende?"
Embora sempre questionável e intransigente, o Ziraldo era razoável. Mas agora, vendo suas últimas afirmações, parece-me, que ele está se excedendo. Em outras palavras, ficou gagá, ou perdeu de vez a paciência com a opinião dos outros e só quer saber mesmo das suas crenças (ainda que sem bons argumentos para sustentá-las).
Recentemente, Ziraldo mandou as seguintes pérolas:
A internet é o antro do débil mental. Só tem idiota na internet. (...) A linguagem cifrada é para imbecil! (Confira aqui)
A internet é nova (...) e o ser humano ainda não sacou o que fazer com isso (...). A maior utilidade é a pesquisa (...). Se eu quiser saber como é a bandeira da Dinamarca, eu entro no google (...) O convívio do ser humano com a internet está criando um ser muito próximo do imbecil (...), dificilmente você vê uma pessoa brilhante nessa merda (sic). Eu acho o internauta um babaca. (Confira aqui)
Ler é mais importante do que estudar (...) porque se a pessoa não souber ler não tem como estudar... (Confira aqui, no finalzinho)Esses exemplos mostram que de fato o personagem tomou conta do criador e, infelizmente, o bom velhinho esclerosou de vez, ou recebe a visita daquele alemão (o Alzimer), ou ambos. O importante é que a internet está aí, quase sem utilidade, sem aplicação prática na vida das pessoas, mas firme e forte, ainda que gerando a dúvida na mente dos indivíduos: "o que fazer com esta invenção quase inútil e imbecilizante?".
Eu até entendo que a gente fique cansado com tantas novidades e não acho que devamos necessariamente aprender e nos tormarmos experts no uso de qualquer tecnologia. Pessoas envelhecem e merecem descanso e compreensão. Mas também não acho preciso esculhambar aquilo que não conseguimos compreender. Bastaria dizer: "acho bom ver a evolução do homem, mas já não me envolvo, nem me empolgo, com as invenções tecnológicas recentes". Custaria dizer isso? Que menino maloquinho, não?
De qualquer forma, para quem quiser ignorar a opinião pessoal do autor e optar por investir na leitura de seus livros novos, basta comprar o e-book, já disponível (por exemplo, através deste link). Afinal, o autor pode ficado maluquinho, mas a Editora Melhoramentos, não.
segunda-feira, setembro 20, 2010
Insistem em votar no nosso... #006
Eu esperava que fosse diferente, mas tudo indica que as eleições 2010, em São Paulo, começam e terminam em 03 de Outubro. Nem com os desastres da Casa Civil, a Dilma cede. E vai ter Netinho, Tiririca, Mulher-Pêra e outras aberrações no poder. Na boa, o Lula precisa morrer logo, senão o Brasil todo vai se nivelar por baixo. Começou com a idéia de que não precisa ter educação para ser Presidente. Se expandiu para o não precisa ter ensino fundamental para ser Legislador. Não precisa ter histórico na política, nem idoneidade para ser Presidenta. Nem precisa ser honesto para ter cargo público. Nem precisa estar vivo para receber aposentadoria. Nem precisa estudar para passar de ano. Nem precisa saber ler para ser bem sucedido. Nem trabalhar para ganhar dinheiro. Nem saber música para ganhar prêmio. Nem ser engraçado para ter programa humorístico. Nem ter assunto para ter blog. Nem nada mais...
sábado, setembro 04, 2010
Não ri, gente! É sério... Pô, não ri!
Descobri um novo movimento que preciso apresentar aos meus amigos. É chamado de "Os Abravanas" ou "Os Abravanistas". O nome do movimento faz menção ao nome real do Silvio Santos e foi cunhado por um desocupado, digo, artista plástico alternativo e ex-arquiteto, chamado Risk Castro.
Esse idiota, digo, artista criou o movimento logo após o término do sequestro da filha de Silvio Santos. A menina veio a público descrever a experiência e acabou falando bem dos sequestradores, como aliás acontece com frequência. Isso que os psicólogos chamaam de Síndrome de Estocolmo, foi visto pelo pateta, digo, pelo ex-arquiteto e maluco aleatório, como sendo um ato de desprendimento e de superação. E a partir disso, o animal de tetas, digo, o circense Rick bravou: "Gente, eu vou mais é Abravanar!".
Com esse comportamento brilhante, o inútil atacado, digo, o pantomímico ator convidou uma trupe de escrotos, digo, entusiastas, apresentou o "movimento" e começou a sair com essa corja, digo, galera, fazendo performances. Ah, sim, o movimento consiste em pintar o rosto e vestir tecidos coloridos e brilhantes e dançar de forma estúpida, digo, performática, em locais públicos da cidade.
Os Abravanas não são dançarinos, não são atores, não fazem protestos, não querem ser revolucionários, não captam dinheiro, não geram benefícios a ninguém, não influenciam pessoas, não promovem a paz, não ajudam o meio-ambiente, não contribuem com o social... nada... eles não têm objetivo: só querem abravanar!
Minha opinião? Porra, sei lá, caralho! Já não sei como foi que aguentei escrever essa merda toda até aqui, vou ter que elaborar uma opinião ainda???? São fora, sei lá, eu só quero aaaaa-braaaa-vaaaaa-naaaaar!!!!!
Esse idiota, digo, artista criou o movimento logo após o término do sequestro da filha de Silvio Santos. A menina veio a público descrever a experiência e acabou falando bem dos sequestradores, como aliás acontece com frequência. Isso que os psicólogos chamaam de Síndrome de Estocolmo, foi visto pelo pateta, digo, pelo ex-arquiteto e maluco aleatório, como sendo um ato de desprendimento e de superação. E a partir disso, o animal de tetas, digo, o circense Rick bravou: "Gente, eu vou mais é Abravanar!".
Com esse comportamento brilhante, o inútil atacado, digo, o pantomímico ator convidou uma trupe de escrotos, digo, entusiastas, apresentou o "movimento" e começou a sair com essa corja, digo, galera, fazendo performances. Ah, sim, o movimento consiste em pintar o rosto e vestir tecidos coloridos e brilhantes e dançar de forma estúpida, digo, performática, em locais públicos da cidade.
Os Abravanas não são dançarinos, não são atores, não fazem protestos, não querem ser revolucionários, não captam dinheiro, não geram benefícios a ninguém, não influenciam pessoas, não promovem a paz, não ajudam o meio-ambiente, não contribuem com o social... nada... eles não têm objetivo: só querem abravanar!
Minha opinião? Porra, sei lá, caralho! Já não sei como foi que aguentei escrever essa merda toda até aqui, vou ter que elaborar uma opinião ainda???? São fora, sei lá, eu só quero aaaaa-braaaa-vaaaaa-naaaaar!!!!!
sexta-feira, setembro 03, 2010
Insistem em votar no nosso... #004
Nesse clima gostoso de eleições, achei que faria sentido estender o pleito para uma disputa menos nobre mas, com certeza, mais estúpida - pela lei das compensações, quando o destino fecha uma porta, o acaso bate uma janela!
Peço aos que leem esta bagaça que leiam as 3 notícias abaixo e escolham a situação menos escrota. Vai ser difícil, mas também será um treino importante para quem vai ter que em breve escolher entre Serra, Dilma e Marina...
Notícia escrota e bizarra no.1:

Em 1891, um acidente de trem em Statesville, Carolina do Norte, matou 30 pessoas. Um grupo de pessoas com muito pouca coisa para fazer, passou a frequentar o local no aniversário da morte dos acidentados, movidos por uma lenda de que um "trem-fantasma" podia ser ouvido no local, com direito a apitos e agonia dos passageiros.
Parece que o trem-fantasma não apareceu, mas de fato foram ouvidos apitos, vindos de um trem de verdade, que feriu 12 pessoas e matou Christopher Kaise, 29 anos, entusiasta da lenda. Interessante...
Notícia escrota e bizarra no.2:

O líder espiritual do vilarejo Sewfi Aboduam, em Gana, teve o pênis transformado em vagina, com direito a aparelho reprodutório feminino completo. Kwabena, o líder, que após a mudança de sexo passou se chamar Abena, não apenas mudou de sexo mas também deu à luz uma menina, Apomasu. A explicação é simples: aos 13 anos, Kwobena foi possuído pelo deus de um rio local, que o transformou em líder espiritual sob a condição de que ele não fizesse sexo com mulheres (afinal, já estava casado com um deus). Aos 24 anos, ele contrariou o deus, beliscou uma mulher e, certa noite, foi surpreendido com uma vagina no lugar do pênis. Agora o(a) líder se casou com um homem, que é na verdade o pai do bebê. Faz sentido...
Notícia escrota e bizarra no.3:

Um americano de 68 anos, morador de Stuart, nos EUA, bebeu além da conta e arrumou uma confusão enorme, que culminou na sua prisão, no mesmo município. De acordo com a polícia local, Richard Bialon, o tal bêbado, estava "bastante intoxicado" e tendo uma "discussão obscena", no estacionamento de um posto de gasolina, com uma bicicleta. Sim, a esponja alcoólica deixou "os clientes do posto bem incomodados com os gritos e a discussão obscena", que ele travou com umA BICILETA, como descreve o boletim de ocorrência. Richard foi autuado por desordem pública associada a embriaguez. A bibicleta foi liberada após o depoimento e passa bem...
E aí? Qual é o seu voto???
Peço aos que leem esta bagaça que leiam as 3 notícias abaixo e escolham a situação menos escrota. Vai ser difícil, mas também será um treino importante para quem vai ter que em breve escolher entre Serra, Dilma e Marina...
Notícia escrota e bizarra no.1:

Em 1891, um acidente de trem em Statesville, Carolina do Norte, matou 30 pessoas. Um grupo de pessoas com muito pouca coisa para fazer, passou a frequentar o local no aniversário da morte dos acidentados, movidos por uma lenda de que um "trem-fantasma" podia ser ouvido no local, com direito a apitos e agonia dos passageiros.
Parece que o trem-fantasma não apareceu, mas de fato foram ouvidos apitos, vindos de um trem de verdade, que feriu 12 pessoas e matou Christopher Kaise, 29 anos, entusiasta da lenda. Interessante...
Notícia escrota e bizarra no.2:

O líder espiritual do vilarejo Sewfi Aboduam, em Gana, teve o pênis transformado em vagina, com direito a aparelho reprodutório feminino completo. Kwabena, o líder, que após a mudança de sexo passou se chamar Abena, não apenas mudou de sexo mas também deu à luz uma menina, Apomasu. A explicação é simples: aos 13 anos, Kwobena foi possuído pelo deus de um rio local, que o transformou em líder espiritual sob a condição de que ele não fizesse sexo com mulheres (afinal, já estava casado com um deus). Aos 24 anos, ele contrariou o deus, beliscou uma mulher e, certa noite, foi surpreendido com uma vagina no lugar do pênis. Agora o(a) líder se casou com um homem, que é na verdade o pai do bebê. Faz sentido...
Notícia escrota e bizarra no.3:

Um americano de 68 anos, morador de Stuart, nos EUA, bebeu além da conta e arrumou uma confusão enorme, que culminou na sua prisão, no mesmo município. De acordo com a polícia local, Richard Bialon, o tal bêbado, estava "bastante intoxicado" e tendo uma "discussão obscena", no estacionamento de um posto de gasolina, com uma bicicleta. Sim, a esponja alcoólica deixou "os clientes do posto bem incomodados com os gritos e a discussão obscena", que ele travou com umA BICILETA, como descreve o boletim de ocorrência. Richard foi autuado por desordem pública associada a embriaguez. A bibicleta foi liberada após o depoimento e passa bem...
E aí? Qual é o seu voto???
quarta-feira, maio 19, 2010
Que filhos da NET!
Eu não gosto da NET. Os produtos eu acho até bons, na média, mas o atendimento é de descascar a pele do saco com canivete!
Já liguei e briguei algumas vezes. Xinguei a moça, ela bateu o telefone na minha cara. Desmarcaram 3 ou 4 visitas e me deixaram esperando em casa que nem um idiota (maior do que já sou).
Agora confiram a última:
- No dia 12/Maio liguei pra solicitar um upgrade de pacote (sim, eu quero pagar mais pra eles!) que requer mudança de decodificador.
- Pedi para agendar a visita técnica num sábado. Como não havia disponibilidade no dia 15, agendei para o dia 22.
- No dia 17 (segunda-feira!), apareceram no meu prédio. A Fraunline me ligou perguntando se podia deixar entrar. Como eu não tinha agendado naquela data, disse que não (fiquei com medo que fosse assalto).
- No dia 19 liguei pra confirmar o agendamento. De fato, a visita do dia 17 não era pra mim, foi tentativa de assalto, eu acho. Eu deveria estar preocupado, mas tenho mais medo da NET que dos assaltantes.
- No entanto, confirmaram que meu agendamento era para dia 24 (outra segunda-feira!). Eu disse que havia engano e pedi pra corrigirem. Só que não tinha mais disponibilidade em 22, ficou pra 29.
Em resumo: pedi no dia 15 e, se tiver sorte, conseguirei no dia 29. Isso porque foi um pedido de upgrade (que é igual a pagar mais pra ficar mais puto).
Com isso, acabei forjando um novo xingamento: "Vá pra NET que pariu!".
Mais aliviado, quero entender que história foi essa de aparecer um "técnico" falando ser da NET, sem ser de fato. Sinistro...
Já liguei e briguei algumas vezes. Xinguei a moça, ela bateu o telefone na minha cara. Desmarcaram 3 ou 4 visitas e me deixaram esperando em casa que nem um idiota (maior do que já sou).
Agora confiram a última:
- No dia 12/Maio liguei pra solicitar um upgrade de pacote (sim, eu quero pagar mais pra eles!) que requer mudança de decodificador.
- Pedi para agendar a visita técnica num sábado. Como não havia disponibilidade no dia 15, agendei para o dia 22.
- No dia 17 (segunda-feira!), apareceram no meu prédio. A Fraunline me ligou perguntando se podia deixar entrar. Como eu não tinha agendado naquela data, disse que não (fiquei com medo que fosse assalto).
- No dia 19 liguei pra confirmar o agendamento. De fato, a visita do dia 17 não era pra mim, foi tentativa de assalto, eu acho. Eu deveria estar preocupado, mas tenho mais medo da NET que dos assaltantes.
- No entanto, confirmaram que meu agendamento era para dia 24 (outra segunda-feira!). Eu disse que havia engano e pedi pra corrigirem. Só que não tinha mais disponibilidade em 22, ficou pra 29.
Em resumo: pedi no dia 15 e, se tiver sorte, conseguirei no dia 29. Isso porque foi um pedido de upgrade (que é igual a pagar mais pra ficar mais puto).
Com isso, acabei forjando um novo xingamento: "Vá pra NET que pariu!".
Mais aliviado, quero entender que história foi essa de aparecer um "técnico" falando ser da NET, sem ser de fato. Sinistro...
segunda-feira, agosto 24, 2009
Entrou no nosso rabo (e não quer sair nunca)
O Sarney, definitivamente, é um grande filho-da-puta!
Não bastassem todos os esquemas que ele armou (atos secretos, nepotismo), todas as mentiras que ele declarou publicamente durante sua defesa (por exemplo, não conhecer o afilhado) e a palhaçada final do arquivamento das 11 acusações, este filho-de-uma-boa-puta ainda passa o sabão no Suplicy, que foi o único que teve a decência de lembrar que o Sarney tem que se explicar.
O bigodudo cusão, coronel-de-merda, escroto de marca maior, veio com um papo furado de que "sou Imortal, estou no meio de uma homenagem a Euclides e vossa excelência traz um tema que desreipeita esta casa". Ora, vá-pra-puta-que-o-pariu! Aliás, infelizmente, a puta da mãe do Sarney teve a sorte de não perder a prole no parto. Azar o nosso, que temos de encarar um ex-presidente incompetente, que virou Senador corrupto e inescrupuloso, incapaz de limitar suas falcatruas à média, de forma a pelo menos não chamar tanto a atenção.
Eu queria mais é que este filho-da-puta, junto com toda a família dele (que deve ser o equivalente a uns 2 Estados nordestinos), desapareça da face da terra, se possível de forma dolorosa. Chega de só a gente levar no rabo! Vai se fuder!
Não bastassem todos os esquemas que ele armou (atos secretos, nepotismo), todas as mentiras que ele declarou publicamente durante sua defesa (por exemplo, não conhecer o afilhado) e a palhaçada final do arquivamento das 11 acusações, este filho-de-uma-boa-puta ainda passa o sabão no Suplicy, que foi o único que teve a decência de lembrar que o Sarney tem que se explicar.
O bigodudo cusão, coronel-de-merda, escroto de marca maior, veio com um papo furado de que "sou Imortal, estou no meio de uma homenagem a Euclides e vossa excelência traz um tema que desreipeita esta casa". Ora, vá-pra-puta-que-o-pariu! Aliás, infelizmente, a puta da mãe do Sarney teve a sorte de não perder a prole no parto. Azar o nosso, que temos de encarar um ex-presidente incompetente, que virou Senador corrupto e inescrupuloso, incapaz de limitar suas falcatruas à média, de forma a pelo menos não chamar tanto a atenção.
Eu queria mais é que este filho-da-puta, junto com toda a família dele (que deve ser o equivalente a uns 2 Estados nordestinos), desapareça da face da terra, se possível de forma dolorosa. Chega de só a gente levar no rabo! Vai se fuder!
segunda-feira, agosto 17, 2009
O fim dos tempos

Ainda não foi julgado e condenado, mas há indícios fortes contra esse médico aí da foto, especializado em reprodução assistida e, até pouco tempo, um dos mais "respeitados" do Brasil.
A notícia está aqui, com todos os números contundentes (mais de 50 acusações de atentado violento ao pudor e/ou estupro).
O triste é que esse médico era figura carimbada, conhecida há décadas, uma referência no tratamento de casais com dificuldade de ter filhos. Eu, que não sou do meio, já tinha visto esse cara em pelo menos uma dezena de programas de TV. E milhares de pacientes passaram pela clínica dele na Avenida Brasil.
O pior é que, se forem confirmados os casos, considerando o tempo de serviço e o volume de atendimentos, ficará muito complicado pra uma mulher que tenha passado por tratamento com ele não se sentir mal.
Espero (embora não acredite) que seja tudo mentira, invenção da imprensa marron, que apenas quer destruir a reputação de um grande e bem sucedido profissional. Caso contrário, é o fim dos tempos.
domingo, julho 12, 2009
Ditadura, não, nem de graça
Graças a Deus, a intelectuais, a ativistas políticos, a imprensa persistente e a muita gente do bem e com visão de mundo orientada à liberdade, o Brasil não corre perigo iminente de voltar a ser uma ditadura. E a estabilidade econômica com instituições sérias já existe há tempo suficiente pra soarem estranhas as atitudes autoritárias dos nossos vizinhos latinos.
Evo e Chaves vinham se destacando nas demonstrações de autoritarismo recentes, combatendo o capitalismo de formas cretinas e, pior, inócuas. Chaves virou uma espécie de personagem grotesco que tem mantido viva a pergunta do Caetano na canção Podres Poderes: “Será que nunca faremos senão confirmar a incompetência da América católica que sempre precisará de ridículos tiranos?”
Ignorando a canção e os resultados da estabilidade com liberdade, Chaves serviu de exemplo para o presidente hondurenho, Zelaya, que resolveu que queria se perpetuar no poder a qualquer custo e tentou o velho truque de dar o golpe de Estado. Suprema Corte e militares melaram os planos do líder, que acabou deposto e afastado.
Diante do conflito entre golpistas e resistentes, o presidente costa-riquenho veio servir de mediador. Embora o nome do chefe de Estado da Costa Rica seja uma piada pronta – Óscar Arias – parece que o fálico presidente, apoiado pela OEA e pelos EUA, vai conseguir convencer o golpista hondurenho a retornar ao país, reassumir o cargo e desistir do sonho de permanência no poder.
Vamos torcer para que o chavismo vá aos poucos perdendo o vigor. E se não der certo, a gente dá um jeito de mandar o líder índio pro ‘Oscar Arias’... e torce pra ele nunca mais voltar de lá!
Evo e Chaves vinham se destacando nas demonstrações de autoritarismo recentes, combatendo o capitalismo de formas cretinas e, pior, inócuas. Chaves virou uma espécie de personagem grotesco que tem mantido viva a pergunta do Caetano na canção Podres Poderes: “Será que nunca faremos senão confirmar a incompetência da América católica que sempre precisará de ridículos tiranos?”
Ignorando a canção e os resultados da estabilidade com liberdade, Chaves serviu de exemplo para o presidente hondurenho, Zelaya, que resolveu que queria se perpetuar no poder a qualquer custo e tentou o velho truque de dar o golpe de Estado. Suprema Corte e militares melaram os planos do líder, que acabou deposto e afastado.
Diante do conflito entre golpistas e resistentes, o presidente costa-riquenho veio servir de mediador. Embora o nome do chefe de Estado da Costa Rica seja uma piada pronta – Óscar Arias – parece que o fálico presidente, apoiado pela OEA e pelos EUA, vai conseguir convencer o golpista hondurenho a retornar ao país, reassumir o cargo e desistir do sonho de permanência no poder.
Vamos torcer para que o chavismo vá aos poucos perdendo o vigor. E se não der certo, a gente dá um jeito de mandar o líder índio pro ‘Oscar Arias’... e torce pra ele nunca mais voltar de lá!
quarta-feira, abril 15, 2009
Mas já, fióte? Continua, vai...
Ô, Evo, meu nego, já parou com a greve de fome, indinho?? Mas tá com pressinha, fofo? Num guentô a larica por mais de 5 dias? Por que não ficou mais uns 50 dias sem comer, coisa ruim? Ah, seu sou o Congresso boliviano... Pôxa, eu tava ficando tão empogado com a idéia de ver o asteca definhar até voltar ao pó de que veio... Ah, que pena! Malditos acordos com a oposição!
terça-feira, março 10, 2009
Vamos começar colocando um ponto final... na Índia
Esse título genial não é meu, é do Paulinho Moska. Roubei a idéia pra dar continuidade e terminar um assunto iniciado antes, mas ainda não concluído. É sobre a minha opinião a respeito do filme indiano e da marmelada do Oscar.
No fim de semana passado, finalmente assisti ao filme Quem quer ser um milionário?, do Diretor inglês que se aproximou de Bollywood. Diferentemente da minha expectativa, admito que o filme é bem legal - tem boa história, foi bem filmado, bem editado. Ou seja, o filme é bom.
Agora, ainda na minha exclusiva opinião, it takes more than a good film to grab an Oscar. Fala sério! A história é boa mas não chega a ser original, pois recicla a ideia do filme Quiz Show (obrigado ao Pina por lembrar o nome do filme). Na película de 1994, no entato, havia trapaça de fato, o que não ocorre no filme angloindiano. O corte e o enquadramento das cenas são ótimos, mas os atores são sofríveis. As cenas de miséria, embora verídicas, me lembram aqueles filmes brasileiros que mostram informações também verdadeiras mas desnecessárias pro mundo. E, por fim, o filme nos faz torcer por um protagonista que fez muita coisa errada na vida e tem justamente na vida atribulada a explicação para sua verdade diante do programa. Só que eu me senti meio estranho torcendo por um garoto que roubou e tapeou um monte de gente pra sobreviver em meio a uma Mumbai caótica.
Quando fiz esses comentários para pessoas que viram o filme, ninguém refutou. Ao contrário, reconheceram de fato que não foi nem originalidade, nem primazia na atuação que causaram uma boa percepção sobre a trama. Foi apenas simpatia pela história e pelo personagem principal. E isso reforçou minha pergunta: mas então merecia 8 estatuetas? A resposta das pessoas foi "não lembro dos prêmios, talvez não tivesse nada melhor mesmo".
Acho que o argumento tem sentido, em princípio. O prêmio do cinema americano é mesmo comparativo: se não tem nada melhor concorrendo, leva a melhor o que não necessariamente é bom. Portanto, achei que deveria levantar a lista de prêmios e analisar cada troféu. Encontrei o seguinte:
(1) Melhor filme - Esta foi ridícula. Não vi Milk pra saber se o filme em si é bom, mas O curioso caso de Benjamin Button é muito mais filme no geral. Discordo da idéia de que o concorrente fosse bom apenas nos efeitos especiais. O conto original é genial, a adaptação foi muito feliz e o filme é de matar, deixando as pessoas pensando por muitas horas após o filme. Depois do Milionário só fiquei pensando em como estava tudo errado no Oscar. MARMELADA!
(2) Melhor direção - Dos concorrentes, acho o Ron Howard o melhor (Mente Brilhante, Codigo da Vinci). Neste ano, o páreo estava com o David Fincher (que também é muito bom, fez Seven, Clube da Luta). Entendo que tendo um azarão com baixo orçamento na corrida, a Academia ia puxar a sardinha pro inglês. Não acho que o Danny Boyle tenha sido tão mais genial que os competidores do ano. Ele foi mais eficiente e mais econômico. Se houvesse um prêmio por melhor otimização do capital investido, Danny seria o cara. Mas a melhor direção é questionável. O que acho que foi talvez brilhante no diretor é que ele transformou um bando de indianos medíocres em atores globais. Nesse sentido, vou apoiar a decisão. MERECIDO!
(3) Melhor roteiro adaptado - Na minha opinião, o melhor roteiro adaptado é o Curioso Caso. O conto orginal é fantástico e o roteiro adaptado se manteve à altura. Dizem que o livro do Milionário é muito bom também, mas não me parece que o roteiro tenha tido grandes desafios de adaptação, era apenas uma narrativa. A idéia deste prêmio é favorecer o maior esforço de adaptação. Ou seja, é difícil escrever uma história com um único personagem que anda contra o tempo e criar diálogos e situações plausíveis com os demais personagens. Já descrever uma história cronológica de um garoto que teve uma vida difícil me parece bastante parecido com o livro original. Acho que deveria entregar a estatueta para o autor do livro, não para o roteirista. Ou então, mandar por FEDEX para os EUA. MARMELADA!
(4) Melhor fotografia - Isto é um fato. A fotografia é mesmo boa. Simples, sem helicópteros e gruas gigantes, mas o posicionamento da câmera e sequência de imagens é muito interessante. As cores também são muito importantes no corte e dividem as narrativas do filme: uma parte ágil e moderna, falando sobre o programa; uma parte dura com cara de denúncia, para contar a história do protagonista e a realidade da Índia. Achei que A Troca era pário nesta categoria, mas aí não podemos questionar o mérito do indiano. MERECIDO!
(5) Melhor mixagem de som - A música é bacana, dá ritmo ao filme, mas não nada do outro mundo. Num ano típico, o prêmio teria ido para o Batman. Não foi absurda a indicação, mas rolou alguma mudança de critérios. Tanto foi assim, que o Batman ganhou melhor edição de som. Aliás, alguém endendeu por que inventaram este novo prêmio de mixagem?? Qual é a idéia? É premiar a melhor mistura de trilha incidental, música original e efeitos sonoros? Não tem muita sobreposição com os prêmios de trilha original, edição de som e melhor canção?? MARMELADA!
(6) Melhor trilha sonora - Se o que chama atenção no filme é a dinâmica que a trilha incidental proporciona, e isso não foi coberto na melhor mixagem, então tudo bem, realmente não havia concorrente melhor. Mas isso já não teria sido premiado na melhor canção ou na melhor mixagem?? Não é muito prêmio pra uma mesma coisa?? MARMELADA!
(7) Melhor canção - De novo??? A música era uma só. Na verdade eram várias, mas não havia trilha incidental hipercomplexa, nem uma grande composição. Apenas uma música adequada ao filme (aliás, bastante adequada). Mas isso deveria ser reconhecido na melhor trilha. Mas melhor canção?? Qual?? Aquela do final, na estação de trem, com aquela dancinha ridícula dos atores?? Poupe-me... O problema é que não dá pra criticar muito a escolha, afinal o filme estava concorrendo com ele mesmo!!! Sim, porque só haviam mais 2 competidores, um do próprio filme indiano, outro do Wall-e. Não dá pra dizer foi erro, portanto, mas ficou feio criar uma categoria com 67% de chance de vencer... MARMELADA!
(8) Melhor edição - Aqui eu acho que é verdade: a edição (corte) é ótima. Mas considerando que a atuação dos atores em si foi patética e que já premiamos o indiano por melhor roteiro (questionável) e melhor fotografia (fato), acho que o Diretor deve ter tido tempo de sobre pra se dedicar ao corte. De novo, me parece que estamos dando valor dobrado a uma mesma dimensão: o que salva o filme é a realmente edição e a fotografia. Pra que dar o premio de melhor Diretor então pro inglês?? Aqui acho que não foi marmelada, talvez erro de contagem... De qualquer forma, acho que este faz sentido. MERECIDO!
Bom, pra fechar meu argumento, basta dizer que o indiano era meio azarão, ninguém esperava tanto reconhecimento. Os próprios atores presentes faziam cara de espanto. Não sei dizer qual foi a causa pra esse exagero, se por causa de aproximação com a Índia, se por influência de acordos paralelos em andamento com produtoras indianas, se por mera empolgação com o curry. Talvez muitas novidades sobre a Índia tenham deixado o país em alta e influenciado a decisão do juri. Mas na minha opinião, a premiação foi exagerada em pelo menos 5 estatuetas.
Fato importante final: nada do que eu diga vai mudar o rumo da história, nem o reconhecimento deste filme. Mas pelo menos eu desabafei...
No fim de semana passado, finalmente assisti ao filme Quem quer ser um milionário?, do Diretor inglês que se aproximou de Bollywood. Diferentemente da minha expectativa, admito que o filme é bem legal - tem boa história, foi bem filmado, bem editado. Ou seja, o filme é bom.
Agora, ainda na minha exclusiva opinião, it takes more than a good film to grab an Oscar. Fala sério! A história é boa mas não chega a ser original, pois recicla a ideia do filme Quiz Show (obrigado ao Pina por lembrar o nome do filme). Na película de 1994, no entato, havia trapaça de fato, o que não ocorre no filme angloindiano. O corte e o enquadramento das cenas são ótimos, mas os atores são sofríveis. As cenas de miséria, embora verídicas, me lembram aqueles filmes brasileiros que mostram informações também verdadeiras mas desnecessárias pro mundo. E, por fim, o filme nos faz torcer por um protagonista que fez muita coisa errada na vida e tem justamente na vida atribulada a explicação para sua verdade diante do programa. Só que eu me senti meio estranho torcendo por um garoto que roubou e tapeou um monte de gente pra sobreviver em meio a uma Mumbai caótica.
Quando fiz esses comentários para pessoas que viram o filme, ninguém refutou. Ao contrário, reconheceram de fato que não foi nem originalidade, nem primazia na atuação que causaram uma boa percepção sobre a trama. Foi apenas simpatia pela história e pelo personagem principal. E isso reforçou minha pergunta: mas então merecia 8 estatuetas? A resposta das pessoas foi "não lembro dos prêmios, talvez não tivesse nada melhor mesmo".
Acho que o argumento tem sentido, em princípio. O prêmio do cinema americano é mesmo comparativo: se não tem nada melhor concorrendo, leva a melhor o que não necessariamente é bom. Portanto, achei que deveria levantar a lista de prêmios e analisar cada troféu. Encontrei o seguinte:
(1) Melhor filme - Esta foi ridícula. Não vi Milk pra saber se o filme em si é bom, mas O curioso caso de Benjamin Button é muito mais filme no geral. Discordo da idéia de que o concorrente fosse bom apenas nos efeitos especiais. O conto original é genial, a adaptação foi muito feliz e o filme é de matar, deixando as pessoas pensando por muitas horas após o filme. Depois do Milionário só fiquei pensando em como estava tudo errado no Oscar. MARMELADA!
(2) Melhor direção - Dos concorrentes, acho o Ron Howard o melhor (Mente Brilhante, Codigo da Vinci). Neste ano, o páreo estava com o David Fincher (que também é muito bom, fez Seven, Clube da Luta). Entendo que tendo um azarão com baixo orçamento na corrida, a Academia ia puxar a sardinha pro inglês. Não acho que o Danny Boyle tenha sido tão mais genial que os competidores do ano. Ele foi mais eficiente e mais econômico. Se houvesse um prêmio por melhor otimização do capital investido, Danny seria o cara. Mas a melhor direção é questionável. O que acho que foi talvez brilhante no diretor é que ele transformou um bando de indianos medíocres em atores globais. Nesse sentido, vou apoiar a decisão. MERECIDO!
(3) Melhor roteiro adaptado - Na minha opinião, o melhor roteiro adaptado é o Curioso Caso. O conto orginal é fantástico e o roteiro adaptado se manteve à altura. Dizem que o livro do Milionário é muito bom também, mas não me parece que o roteiro tenha tido grandes desafios de adaptação, era apenas uma narrativa. A idéia deste prêmio é favorecer o maior esforço de adaptação. Ou seja, é difícil escrever uma história com um único personagem que anda contra o tempo e criar diálogos e situações plausíveis com os demais personagens. Já descrever uma história cronológica de um garoto que teve uma vida difícil me parece bastante parecido com o livro original. Acho que deveria entregar a estatueta para o autor do livro, não para o roteirista. Ou então, mandar por FEDEX para os EUA. MARMELADA!
(4) Melhor fotografia - Isto é um fato. A fotografia é mesmo boa. Simples, sem helicópteros e gruas gigantes, mas o posicionamento da câmera e sequência de imagens é muito interessante. As cores também são muito importantes no corte e dividem as narrativas do filme: uma parte ágil e moderna, falando sobre o programa; uma parte dura com cara de denúncia, para contar a história do protagonista e a realidade da Índia. Achei que A Troca era pário nesta categoria, mas aí não podemos questionar o mérito do indiano. MERECIDO!
(5) Melhor mixagem de som - A música é bacana, dá ritmo ao filme, mas não nada do outro mundo. Num ano típico, o prêmio teria ido para o Batman. Não foi absurda a indicação, mas rolou alguma mudança de critérios. Tanto foi assim, que o Batman ganhou melhor edição de som. Aliás, alguém endendeu por que inventaram este novo prêmio de mixagem?? Qual é a idéia? É premiar a melhor mistura de trilha incidental, música original e efeitos sonoros? Não tem muita sobreposição com os prêmios de trilha original, edição de som e melhor canção?? MARMELADA!
(6) Melhor trilha sonora - Se o que chama atenção no filme é a dinâmica que a trilha incidental proporciona, e isso não foi coberto na melhor mixagem, então tudo bem, realmente não havia concorrente melhor. Mas isso já não teria sido premiado na melhor canção ou na melhor mixagem?? Não é muito prêmio pra uma mesma coisa?? MARMELADA!
(7) Melhor canção - De novo??? A música era uma só. Na verdade eram várias, mas não havia trilha incidental hipercomplexa, nem uma grande composição. Apenas uma música adequada ao filme (aliás, bastante adequada). Mas isso deveria ser reconhecido na melhor trilha. Mas melhor canção?? Qual?? Aquela do final, na estação de trem, com aquela dancinha ridícula dos atores?? Poupe-me... O problema é que não dá pra criticar muito a escolha, afinal o filme estava concorrendo com ele mesmo!!! Sim, porque só haviam mais 2 competidores, um do próprio filme indiano, outro do Wall-e. Não dá pra dizer foi erro, portanto, mas ficou feio criar uma categoria com 67% de chance de vencer... MARMELADA!
(8) Melhor edição - Aqui eu acho que é verdade: a edição (corte) é ótima. Mas considerando que a atuação dos atores em si foi patética e que já premiamos o indiano por melhor roteiro (questionável) e melhor fotografia (fato), acho que o Diretor deve ter tido tempo de sobre pra se dedicar ao corte. De novo, me parece que estamos dando valor dobrado a uma mesma dimensão: o que salva o filme é a realmente edição e a fotografia. Pra que dar o premio de melhor Diretor então pro inglês?? Aqui acho que não foi marmelada, talvez erro de contagem... De qualquer forma, acho que este faz sentido. MERECIDO!
Bom, pra fechar meu argumento, basta dizer que o indiano era meio azarão, ninguém esperava tanto reconhecimento. Os próprios atores presentes faziam cara de espanto. Não sei dizer qual foi a causa pra esse exagero, se por causa de aproximação com a Índia, se por influência de acordos paralelos em andamento com produtoras indianas, se por mera empolgação com o curry. Talvez muitas novidades sobre a Índia tenham deixado o país em alta e influenciado a decisão do juri. Mas na minha opinião, a premiação foi exagerada em pelo menos 5 estatuetas.
Fato importante final: nada do que eu diga vai mudar o rumo da história, nem o reconhecimento deste filme. Mas pelo menos eu desabafei...
sexta-feira, março 06, 2009
Puta que me pariu! - Parte I
O Brasil tem dado demonstrações incríveis do nosso nível de desenvolvimento humano ao mundo.
Primeiro, apresentamos uma pseudogestante bipolar automutiladora e crítica política, que nos deixou com a imagem arranhada diante do planeta - pelo bizarro do fato em si e pelo despreparo de nossa diplomacia internacional.
Agora, encontramos um estuprador pedófilo recorrente, que abusou de duas afilhadas (uma irmã de 14 anos e deficiente mental; outra caçula, com 9 anos!). Pra piorar o quadro, a mais jovem engravidou e foi submetida a aborto conforme previsto em lei. Como se não bastasse, um bispo nordestino declarou aos quatro ventos que todos os envolvidos (legisladores, médicos, policiais e estuprador, poupando apenas a pobre infante) estavam irremediavelmente excomungados! Sim, uma punição divina pra uma boa ação (pois a menina corria risco de morte se continuasse a gestação).
E mais uma vez, viramos notícia nos jornais do mundo - pelo grotesco do fato em si e pelo agravamento do comentário da Igreja sobre o caso. A única diferença é que desta vez temos reforços globais: o Vaticano e a CNBB apoiaram a declaração do bispo desajustado, alegando que perante Deus "o aborto é mais grave que o estupro". Talvez o Maluf tenha se apoiado nessa tese católica para disparar seu famoso "estupra, mas não mata!".
Essa história toda me deu tranquilidade pra continuar dormindo todo domingo até tarde e nunca mais pisar numa Igreja. E no meio da lama generalizada, gostei da declaração do Lula sobre o caso: "a medicina foi mais correta que a Igreja; fez o que tinha que fazer pra salvar uma vida".
Conclusão: Posso ser excomungado também, mas por esta Igreja não consigo sequer ter respeito.
Corolário: Pobre de um país que vê no Lula seu melhor porta-voz.
Primeiro, apresentamos uma pseudogestante bipolar automutiladora e crítica política, que nos deixou com a imagem arranhada diante do planeta - pelo bizarro do fato em si e pelo despreparo de nossa diplomacia internacional.
Agora, encontramos um estuprador pedófilo recorrente, que abusou de duas afilhadas (uma irmã de 14 anos e deficiente mental; outra caçula, com 9 anos!). Pra piorar o quadro, a mais jovem engravidou e foi submetida a aborto conforme previsto em lei. Como se não bastasse, um bispo nordestino declarou aos quatro ventos que todos os envolvidos (legisladores, médicos, policiais e estuprador, poupando apenas a pobre infante) estavam irremediavelmente excomungados! Sim, uma punição divina pra uma boa ação (pois a menina corria risco de morte se continuasse a gestação).
E mais uma vez, viramos notícia nos jornais do mundo - pelo grotesco do fato em si e pelo agravamento do comentário da Igreja sobre o caso. A única diferença é que desta vez temos reforços globais: o Vaticano e a CNBB apoiaram a declaração do bispo desajustado, alegando que perante Deus "o aborto é mais grave que o estupro". Talvez o Maluf tenha se apoiado nessa tese católica para disparar seu famoso "estupra, mas não mata!".
Essa história toda me deu tranquilidade pra continuar dormindo todo domingo até tarde e nunca mais pisar numa Igreja. E no meio da lama generalizada, gostei da declaração do Lula sobre o caso: "a medicina foi mais correta que a Igreja; fez o que tinha que fazer pra salvar uma vida".
Conclusão: Posso ser excomungado também, mas por esta Igreja não consigo sequer ter respeito.
Corolário: Pobre de um país que vê no Lula seu melhor porta-voz.
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