Artista plástico e visitante lado a lado em frente a uma instalação.
- O que é isso?
- É uma releitura dessa coisa do imediatismo urbano, confrontando os valores perenes do alterego inconsciente de cada um de nós... É pop art contemporânea multicultural vanguardista utópica.
- Pra mim parece um bambu enfiado num vaso com areia.
- Você conhece arte?
- Conheço o que não é arte...
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quinta-feira, abril 19, 2012
domingo, julho 31, 2011
Post-mortem post
Sobre Amy Winehouse,
sem que qualquer dúvida cause,
posso afirmar com categoria
acerca de sua talentosa cantoria:
A finada cantava afinada
- que afinada era a finada!
sem que qualquer dúvida cause,
posso afirmar com categoria
acerca de sua talentosa cantoria:
A finada cantava afinada
- que afinada era a finada!
sábado, maio 21, 2011
Lady bosta
Assisti a um show da Lady Gaga na TV. Achei uma verdadeira bosta. N ão sei se o que me incomodou foi mais o estilo exagerado da produção de tudo que ela faz (música, dança, figurino, depoimentos, etc). Tudo nela é over e soa falso. Como pode ser a maior estrela pop do mundo da atualidade?
Questão de acento
No futuro, quando estiver velhinha a ponto de não poder mais chocar o mundo com suas músicas agressivas, visual chocante e atitude rebelde, a Lady Gaga receberá nada além de um acento agudo para colocar sua postura no lugar mais adequado... e virará Lady Gagá...
quinta-feira, maio 05, 2011
Cab service
My love,
Look only the sun did not appear today
It's the end of the human adventure on Earth
My planet goodbye will flee the two of us on Noah's ark
Look my love,
The end of earthly odyssey
I'm Adam and you will be! ...
My little Eva (Eva!)
Our love in the last spaceship (Eva!)
Beyond the endless I'll fly
Alone with you ...
And flying well high (Eva!)
Hold me for the space of a minute (Eva!)
Wrap me with your body
And give me the strength to live ...
The space of a moment
After all there is nothing more
The blue sky for us to fly
On the River, Beirut
Or Madagascar ...
All land reduced
To nothing, nothing more
My life is a flash (Flash!)
Of anti-atomic controls and buttons
Look well, my love
It's the end of earthly odyssey
I'm Adam and you will be ...
My little Eva
(Eva!)
Look only the sun did not appear today
It's the end of the human adventure on Earth
My planet goodbye will flee the two of us on Noah's ark
Look my love,
The end of earthly odyssey
I'm Adam and you will be! ...
My little Eva (Eva!)
Our love in the last spaceship (Eva!)
Beyond the endless I'll fly
Alone with you ...
And flying well high (Eva!)
Hold me for the space of a minute (Eva!)
Wrap me with your body
And give me the strength to live ...
The space of a moment
After all there is nothing more
The blue sky for us to fly
On the River, Beirut
Or Madagascar ...
All land reduced
To nothing, nothing more
My life is a flash (Flash!)
Of anti-atomic controls and buttons
Look well, my love
It's the end of earthly odyssey
I'm Adam and you will be ...
My little Eva
(Eva!)
sexta-feira, setembro 17, 2010
Sinal dos tempos (em tempo)
Canal: MTV
Prêmio: VMB 2010
Resultado: RESTART leva 5 prêmios (todos os que estavam concorrendo)
(Repito: CINCO PRÊMIOS!)
Próximo passo da "banda": Estão gravando em Espanhol, para incomodar todos os nossos hermanos e mostrar que quando brasileiro decide fazer merda, não tem pra ninguém.
É o fim definitivo da música brasileira... e latinoamericana.
Prêmio: VMB 2010
Resultado: RESTART leva 5 prêmios (todos os que estavam concorrendo)
(Repito: CINCO PRÊMIOS!)
Próximo passo da "banda": Estão gravando em Espanhol, para incomodar todos os nossos hermanos e mostrar que quando brasileiro decide fazer merda, não tem pra ninguém.
É o fim definitivo da música brasileira... e latinoamericana.
Sinal dos tempos (revival)
Canal: MTV
Prêmio: VMB 2010
Categoria: Artista do ano
(Repito: ARTISTA DO ANO)
Vencedor: Restart
(Repito: RESTART)
É o fim definitivo da música brasileira.
Prêmio: VMB 2010
Categoria: Artista do ano
(Repito: ARTISTA DO ANO)
Vencedor: Restart
(Repito: RESTART)
É o fim definitivo da música brasileira.
terça-feira, agosto 24, 2010
Sinais dos tempos (de novo)
Prêmio Multishow.
Categoria Melhor Música.
(Repito: Categoria MELHOR MÚSICA.)
Vencedor: Restart.
(Repito: RESTART.)
Só isso. Ah, não, espera... esse precisa de bula. Entendam a indignação vendo o vídeo abaixo.
Categoria Melhor Música.
(Repito: Categoria MELHOR MÚSICA.)
Vencedor: Restart.
(Repito: RESTART.)
Só isso. Ah, não, espera... esse precisa de bula. Entendam a indignação vendo o vídeo abaixo.
Sinal dos tempos
Prêmio Multishow.
Categoria Melhor Cantor.
(Repito: Categoria MELHOR CANTOR.)
Vencedor: Samuel Rosa.
(Repito: SAMUEL ROSA.)
Só isso.
Categoria Melhor Cantor.
(Repito: Categoria MELHOR CANTOR.)
Vencedor: Samuel Rosa.
(Repito: SAMUEL ROSA.)
Só isso.
segunda-feira, abril 12, 2010
Mas que eu te disse, eu te disse...
Fiquei mais chocado com o estranhamento de parte da opinião pública ao receber a notícia de assunção da homossexualidade pelo Rick Martin do que propriamente com a confirmação em si.
Não vou agora querer jogar na cara das dezenas de meninas (hoje mulheres) que eu conheci na época dos Menudos para quem eu tinha avisado que ele era gay, mas elas não acreditavam em mim. Preferiam achar que era despeito, inveja, só porque todas elas carregavam fotos deles nas agendas, cadernos e bolsas, e mal sabiam escrever o meu sobrenome (mesmo sendo repetido constantemente por meus amigos).
As dicas sempre estiveram presentes, como podemos comprovar nesse pequeno dossiê científico, um espécie de CSI do mundo pop, que montei para mostrar que eu tinha razão e, de uma vez por todas, a coisa mais sensata a se fazer no mundo é me ouvir.
Fato irrefutável #1: "If you're not here... na maçã..."
Eu não, mas meus amigos que eram mais imaturos do que eu cantarolavam "enfia o nariz... na maçã..." plagiando a canção, porque era essa a impressão que a gente, digo, meus amigos tinham da música. Parecia apenas uma forma infantil e invejosa de criticar aquela Boyz(?)-Band, mas na verdade, já era uma clara menção ao ato libidinoso praticado pelos gays, que devem enfiar o nariz e outras coisas nas maçãs dos comparsas.
Fato irrefutável #2: Encoxada escondida (não cobra nada)

A imagem ao lado não nega. O Rick Martin (o viadinho à esquerda, em baixo, claro), era nitidamente o maior amigo da garotada. E todo mundo sabe que quem é amigo da garotada, via de regra, dá o cú e não cobra nada - pelo menos esta é a crença popular, não tenho como confirmar. Mas considerando que onde há fumaça, há rosca queimada, fica claro que desde aquela época a afirmação de que o 'pequeno poney' era fruta estava mais do que acertada.
Fato irrefutável #3: Doce beijo (nunca me enganou)
Um dos maiores sucessos da banda-mole Menudo foi "Doces Besos", que numa tradução livre quer dizer "Doces Beijos". Nunca me enganou. Basta dizer que a certa altura da música, os infantes assumiam:
"Lá em casa dizem que eu tô estranho,
Meus colegas se afastam de mim,
Mas não posso falar tenho medo,
Ninguém pode conhecer meu segredo (...)".
Ora, a quê poderiam estar se referindo senão ao fato de serem todos gays, mas que não podiam assumir publicamente. Era um fato, mas muitas meninas não eram capazes de enxergar.
Ou seja, sem forçar barra nenhuma, podemos comprovar que os fatos sempre estiveram à vista para aqueles que sabem ler nas entrelinhas.
Eu não queria, mas sou obrigado a repetir o que eu sempre disse: esse cara é boiola! E aproveito pra dizer que qualquer outra interpretação deste dossiê é despeito ou inveja do hetero visionário que pilota este site.
Não vou agora querer jogar na cara das dezenas de meninas (hoje mulheres) que eu conheci na época dos Menudos para quem eu tinha avisado que ele era gay, mas elas não acreditavam em mim. Preferiam achar que era despeito, inveja, só porque todas elas carregavam fotos deles nas agendas, cadernos e bolsas, e mal sabiam escrever o meu sobrenome (mesmo sendo repetido constantemente por meus amigos).
As dicas sempre estiveram presentes, como podemos comprovar nesse pequeno dossiê científico, um espécie de CSI do mundo pop, que montei para mostrar que eu tinha razão e, de uma vez por todas, a coisa mais sensata a se fazer no mundo é me ouvir.
Fato irrefutável #1: "If you're not here... na maçã..."
Eu não, mas meus amigos que eram mais imaturos do que eu cantarolavam "enfia o nariz... na maçã..." plagiando a canção, porque era essa a impressão que a gente, digo, meus amigos tinham da música. Parecia apenas uma forma infantil e invejosa de criticar aquela Boyz(?)-Band, mas na verdade, já era uma clara menção ao ato libidinoso praticado pelos gays, que devem enfiar o nariz e outras coisas nas maçãs dos comparsas.
Fato irrefutável #2: Encoxada escondida (não cobra nada)

A imagem ao lado não nega. O Rick Martin (o viadinho à esquerda, em baixo, claro), era nitidamente o maior amigo da garotada. E todo mundo sabe que quem é amigo da garotada, via de regra, dá o cú e não cobra nada - pelo menos esta é a crença popular, não tenho como confirmar. Mas considerando que onde há fumaça, há rosca queimada, fica claro que desde aquela época a afirmação de que o 'pequeno poney' era fruta estava mais do que acertada.
Fato irrefutável #3: Doce beijo (nunca me enganou)
Um dos maiores sucessos da banda-mole Menudo foi "Doces Besos", que numa tradução livre quer dizer "Doces Beijos". Nunca me enganou. Basta dizer que a certa altura da música, os infantes assumiam:
"Lá em casa dizem que eu tô estranho,
Meus colegas se afastam de mim,
Mas não posso falar tenho medo,
Ninguém pode conhecer meu segredo (...)".
Ora, a quê poderiam estar se referindo senão ao fato de serem todos gays, mas que não podiam assumir publicamente. Era um fato, mas muitas meninas não eram capazes de enxergar.
Ou seja, sem forçar barra nenhuma, podemos comprovar que os fatos sempre estiveram à vista para aqueles que sabem ler nas entrelinhas.
Eu não queria, mas sou obrigado a repetir o que eu sempre disse: esse cara é boiola! E aproveito pra dizer que qualquer outra interpretação deste dossiê é despeito ou inveja do hetero visionário que pilota este site.
quarta-feira, fevereiro 17, 2010
O fim de um ícone
Soube hoje que o mais emblemático estúdio de audio do planeta, o Abbey Road, está à venda. A gravadora pretende embolsar cerca de U$ 18 milhões para ajudar a pagar dívidas.
O que me chocou na notícia é que eu sempre fui um músico (amador) interessado também nos bastidores da música. Se eu tivesse seguido por outro caminho numa bifurcação que me apareceu aos 18 anos de idade, eu poderia ter virado um profissional da música. Como tal, poderia ter conseguido atingir o sucesso absoluto -gravar composições próprias, ser reconhecido, admirado e fortemente remunerado por isso- ou poderia ter virado um completo fracasso -daqueles que nunca conseguem se sustentar direito. Entre estes dois extremos, há um expectro de possibilidades, dentre as quais a de virar um músico dos bastidores, que habita os estúdios de gravação como técnico, não necessariamente como emissor da música.
E como esta era uma das possibilidades, caso eu tivesse optado por este caminho, sempre que vi um documentário, um making off de video-clipe, um bastidor de show, analisava com carinho o trabalho feito pelos engenheiros de som, técnicos e músicos de apoio. Considerando este cenário, imaginar-se trabalhando num grande estúdio, tocando com grandes ídolos da música, é o que poderia haver de mais glamuroso.
Abrindo parênteses no sonho dos bastidores, tenho um amigo que tem seu próprio estúdio. Ele se formou Engenheiro Mecânico, entregou o diploma ao pai, aposentou a HP e foi correr seus riscos. Segundo ele mesmo confidenciou dia destes, ter o respaldo de um pai rico ajudou a ter coragem, mas enfrentar sozinho esse desafio e insistir no sonho mesmo diante de alguns anos de insucesso foram méritos exclusivos dele. Tem conseguido pagar as contas, mas não chegou nem perto do glamour. Fechando parêntesis.
Frente a este extenso contexto é que surge minha tristeza em ver o estúdio à venda. A Ilha da Fantasia dos pseudo-quase-músicos está prestes a desaparecer, contando apenas com notas de rodapé na MTV. Pode ser insignificante pra muitos, mas pra mim é uma pá de cal sobre um sonho velado, recorrente e, agora, mais distante do que nunca.
O que me chocou na notícia é que eu sempre fui um músico (amador) interessado também nos bastidores da música. Se eu tivesse seguido por outro caminho numa bifurcação que me apareceu aos 18 anos de idade, eu poderia ter virado um profissional da música. Como tal, poderia ter conseguido atingir o sucesso absoluto -gravar composições próprias, ser reconhecido, admirado e fortemente remunerado por isso- ou poderia ter virado um completo fracasso -daqueles que nunca conseguem se sustentar direito. Entre estes dois extremos, há um expectro de possibilidades, dentre as quais a de virar um músico dos bastidores, que habita os estúdios de gravação como técnico, não necessariamente como emissor da música.
E como esta era uma das possibilidades, caso eu tivesse optado por este caminho, sempre que vi um documentário, um making off de video-clipe, um bastidor de show, analisava com carinho o trabalho feito pelos engenheiros de som, técnicos e músicos de apoio. Considerando este cenário, imaginar-se trabalhando num grande estúdio, tocando com grandes ídolos da música, é o que poderia haver de mais glamuroso.
Abrindo parênteses no sonho dos bastidores, tenho um amigo que tem seu próprio estúdio. Ele se formou Engenheiro Mecânico, entregou o diploma ao pai, aposentou a HP e foi correr seus riscos. Segundo ele mesmo confidenciou dia destes, ter o respaldo de um pai rico ajudou a ter coragem, mas enfrentar sozinho esse desafio e insistir no sonho mesmo diante de alguns anos de insucesso foram méritos exclusivos dele. Tem conseguido pagar as contas, mas não chegou nem perto do glamour. Fechando parêntesis.
Frente a este extenso contexto é que surge minha tristeza em ver o estúdio à venda. A Ilha da Fantasia dos pseudo-quase-músicos está prestes a desaparecer, contando apenas com notas de rodapé na MTV. Pode ser insignificante pra muitos, mas pra mim é uma pá de cal sobre um sonho velado, recorrente e, agora, mais distante do que nunca.
sábado, dezembro 05, 2009
Minha bizarrice é internacional
Nota rápida: estou acompanhando o "Ídolos" de Portugal...
É bem parecido, mas os candidatos são um pouco menos bizarros e os jurados, um pouco menos duros.
Para minha surpresa, a maioria dos candidatos canta em Inglês. Teve uma que arriscou cantar em Português e foi até alogiada por sua ousadia por um dos jurados, ao que outro jurado replicou admirando-se por ver a que situação chegaram: elogiam aquele que canta em sua própria língua.
Fiquei imaginando com seria bom se tudo em Portugal fosse falado numa língua mais próxima e compreensível, como o Inglês,...se cantassem em uma língua mais próxima da nossa seriam até bons...
É bem parecido, mas os candidatos são um pouco menos bizarros e os jurados, um pouco menos duros.
Para minha surpresa, a maioria dos candidatos canta em Inglês. Teve uma que arriscou cantar em Português e foi até alogiada por sua ousadia por um dos jurados, ao que outro jurado replicou admirando-se por ver a que situação chegaram: elogiam aquele que canta em sua própria língua.
Fiquei imaginando com seria bom se tudo em Portugal fosse falado numa língua mais próxima e compreensível, como o Inglês,...se cantassem em uma língua mais próxima da nossa seriam até bons...
quarta-feira, agosto 26, 2009
Falta de senso crítico
É impressionante a quantidade de pessoas inscritas no Ídolos 2009 que não conseguem perceber quão ridículas elas são enquanto cantam (ou tentam cantar).
Nas audições realizadas até o momento nesta edição, já pude ver:
- sujeito parecido com o Dusek, mas com péssima dicção, dançando e cantando "uuuu gato preso cruzou a estrada, passooooou por debaixo da escada...";
- mulato black power, de calça jeans, jaqueta de couro, cachecol e óculos espelhados, que se dizia ator, cantor e modelo, inicia seu canto com um diálogo por telefone, e o primeiro som que ele emite é um estrondoso "prrrrrriiiiiiimmm!" (telefone tocando);
- neguinho de boné e roupa de office boy cantando pagode monotonal, dançando como se fosse um smurf com soluço;
- gorda gótica com apliques pseudocabalísticos na testa cantando em espanhol;
- roqueiro maluco entra e diz que vai cantar "Rock" (e não uma música), começa dizendo que vai "iniciar de vagar pra eles não assustarem" e logo está berrando na orelha dos jurados, do Faro e sai do prédio gritando e fazendo "mano cornuta" pra todo lado;
- adolescente de 18 anos com voz de infante desiste de cantar na hora e pergunta se pode apenas tirar uma foto com os jurados.
E o pior: várias dessas figuras davam depoimentos após a humilhação de suas apresentações dizendo que, na verdade, os jurados é que não entendem nada e não conseguem perceber o real talento desse povo.
Pra ilustrar a tristeza, um dos meus vídeos preferidos (até agora): o campeão da falta de senso crítico. Espetáculo!
Nas audições realizadas até o momento nesta edição, já pude ver:
- sujeito parecido com o Dusek, mas com péssima dicção, dançando e cantando "uuuu gato preso cruzou a estrada, passooooou por debaixo da escada...";
- mulato black power, de calça jeans, jaqueta de couro, cachecol e óculos espelhados, que se dizia ator, cantor e modelo, inicia seu canto com um diálogo por telefone, e o primeiro som que ele emite é um estrondoso "prrrrrriiiiiiimmm!" (telefone tocando);
- neguinho de boné e roupa de office boy cantando pagode monotonal, dançando como se fosse um smurf com soluço;
- gorda gótica com apliques pseudocabalísticos na testa cantando em espanhol;
- roqueiro maluco entra e diz que vai cantar "Rock" (e não uma música), começa dizendo que vai "iniciar de vagar pra eles não assustarem" e logo está berrando na orelha dos jurados, do Faro e sai do prédio gritando e fazendo "mano cornuta" pra todo lado;
- adolescente de 18 anos com voz de infante desiste de cantar na hora e pergunta se pode apenas tirar uma foto com os jurados.
E o pior: várias dessas figuras davam depoimentos após a humilhação de suas apresentações dizendo que, na verdade, os jurados é que não entendem nada e não conseguem perceber o real talento desse povo.
Pra ilustrar a tristeza, um dos meus vídeos preferidos (até agora): o campeão da falta de senso crítico. Espetáculo!
terça-feira, agosto 25, 2009
Doença, de novo: Ídolos
Pra quem não viu, segue o "vídeo kinder ovo" do Ídolos.
A "novidade escondida" (no bom sentido) é revelada no finalzinho do vídeo (ainda bem não é exibida, só revelada)...
A "novidade escondida" (no bom sentido) é revelada no finalzinho do vídeo (ainda bem não é exibida, só revelada)...
quarta-feira, agosto 19, 2009
Pioria contínua
Eu estou indo de mal a pior no que diz respeito à escolha dos programa de TV. Antes eu era bem crítico, não via bobagem de nenhum tipo. A transformação veio gradativamente, como na dependência de uma droga, situação em que a necessidade de experimentar algo mais forte se repete a cada superação.
A primeira dose foi o Casa dos Artistas. Vi quase todo e cheguei a torcer para o Supla, o que por si só já é um sintoma claro de demência. Passei, com alguma resistência, para o Big Brother. Várias edições, nenhuma inteira, mas quase todas na arrancada final. O ápice do vício, claramente, foi quando me peguei torcendo pra uma gostosa-da-vez sair só pra eu poder vê-la na Playboy. E, sim, cheguei ao cúmulo de votar por telefone, mas foi uma vez só, juro, não repetirei.
Quando eu achava que não tinha como ir além, veio a novidade. Estou acompanhando A Fazenda, que é igualmente podre a qualquer reality, só que com artistas (como era a primeira droga que eu provei). Fiquei espantado com o gaúcho babaca (Theo), impressionado com o "talento" das gostosas-de-plantão, admirado com a repetitiva tosquidão do público ao fazer escolhas. Mas no fundo, essas tranqueiras são só variações da mesma porcaria.
Mas o que me deixou preocupado mesmo foi a droga de hoje. Ídolos! Pois é, eu achei que nunca faria isso, mas acabei acompanhando um episódio. Com direito a pessoas bizarras, travestis (pior que um cantava bem!) e outras bobagens de todos os lados do Brasil.
Felizmente, não consegui manter-me mais de 30 segundos ligado sem mudar de canal, porque continuo sentido vergonha alheia a todo momento. Mas é isso que me salva, eu acho. Quando eu conseguir acompanhar o episódio inteiro, sem zapear, vai ser a pá de cal. Certeza.
A primeira dose foi o Casa dos Artistas. Vi quase todo e cheguei a torcer para o Supla, o que por si só já é um sintoma claro de demência. Passei, com alguma resistência, para o Big Brother. Várias edições, nenhuma inteira, mas quase todas na arrancada final. O ápice do vício, claramente, foi quando me peguei torcendo pra uma gostosa-da-vez sair só pra eu poder vê-la na Playboy. E, sim, cheguei ao cúmulo de votar por telefone, mas foi uma vez só, juro, não repetirei.
Quando eu achava que não tinha como ir além, veio a novidade. Estou acompanhando A Fazenda, que é igualmente podre a qualquer reality, só que com artistas (como era a primeira droga que eu provei). Fiquei espantado com o gaúcho babaca (Theo), impressionado com o "talento" das gostosas-de-plantão, admirado com a repetitiva tosquidão do público ao fazer escolhas. Mas no fundo, essas tranqueiras são só variações da mesma porcaria.
Mas o que me deixou preocupado mesmo foi a droga de hoje. Ídolos! Pois é, eu achei que nunca faria isso, mas acabei acompanhando um episódio. Com direito a pessoas bizarras, travestis (pior que um cantava bem!) e outras bobagens de todos os lados do Brasil.
Felizmente, não consegui manter-me mais de 30 segundos ligado sem mudar de canal, porque continuo sentido vergonha alheia a todo momento. Mas é isso que me salva, eu acho. Quando eu conseguir acompanhar o episódio inteiro, sem zapear, vai ser a pá de cal. Certeza.
sábado, julho 25, 2009
Música de Vanguarda

Vanguart (2007)
Vanguart
Quem me conhece há algum tempo sabe que eu tenho um defeito (dentre vários) que trás consequências desagradáveis pra quem me cerca. Eu gosto de música de vanguarda. O que é isso? É aquele tipo de música que é feita muitas vezes por pseudointelectuais, visando a romper com a estética predominante, aquele papo cabeça. Tipicamente, esse tipo de música cai no esquecimento alguns meses depois de aparecer.
No caso do Vanguart, banda matogrossense cujo nome já diz mais ou menos a que veio (referência à estética de Andy Warhol), talvez o futuro seja diferente. Ou não. Eles fazem um som honesto, com personalidade. Vi os caras na MTV, em programas que abrem espaço para comentários da banda, com apresentações ao vivo. O que me chamou a atenção não foi exatamente a qualidade técnica, nem o estilo, tampouco a inovação (até porque as bandas de vanguarda atualmente são sempre meio Los Hermanos). O diferencial foi a autenticidade. Eles não apenas se levam a sério como acreditam mesmo no que fazem como sendo bacana. E considerando que o meio pop é repleto de bandas com problemas de autoestima, ter essa autoconfiança é no mínimo diferente. Além disso, o fato de virem a público com repertório original em três idiomas é também inovador. Não fazem versões, mas criam em Português, Inglês e Espanhol. Aqui, um comentário sem maldade, mas sincero: o Espanhol do Helio Flanders me parece meio fajuto, mas vá lá.
As canções que prefiro (e, neste caso, estou alinhado com a crítica) são Semáforo (anterior ao álbum, de 2002) e Los Chicos de Ayer (não encontrei link). Vale a pena pra quem não liga de ter de insistir um pouco pra conseguir gostar de uma música.
domingo, julho 12, 2009
Pergunte ao House o que aconteceu com o Mickael

Já não tava agüentando mais falarem do Michael e das bizarrices dele em vida. Agora, a última novidade é a investigação sobre a real causa mortis do artista. Para uns, dentre os quais a irmã Latoya, houve uma conspiração internacional, com direito a acusação de assassinato. Para outros, o artista negro-branco-quase branco-quase-preto-de-tão-preto sofreria de uma doença rara – um tipo de lúpus.
Sobre a conspiração não vou comentar. Mas sobre o lúpus, preciso lembrar as sábias palavras do House: “It’s not lupus. It’s never lupus”.
sexta-feira, junho 12, 2009
Como matemático, um cantor tapado
O Junior, irmão da Sandy-e-Junior e filho do Chitãozinho-e-Chororó, foi ao programa Irritando Fernanda Young. Lá, brindou os expectadores com uma dica lógico-matemática de deixar o Malba Tahan de queixo caído.
Afirmou o pequeno moicano que "estatísticamente" é mais fácil ganhar no par-ou-ímpar se você escolher par.
Por quê?
"É só pensar", sapecou a sertaneja mente brilhante.
"Se um põe PAR e o outro ÍMPAR, dá ÍMPAR.
Se um põe PAR e o outro PAR, dá PAR.
Se um põe ÍMPAR e o outro ÍMPAR, dá PAR.
Portanto, são 2 chances de PAR contra uma de ÍMPAR."
Não sei vocês, mas eu achei ele um asno.
Afirmou o pequeno moicano que "estatísticamente" é mais fácil ganhar no par-ou-ímpar se você escolher par.
Por quê?
"É só pensar", sapecou a sertaneja mente brilhante.
"Se um põe PAR e o outro ÍMPAR, dá ÍMPAR.
Se um põe PAR e o outro PAR, dá PAR.
Se um põe ÍMPAR e o outro ÍMPAR, dá PAR.
Portanto, são 2 chances de PAR contra uma de ÍMPAR."
Não sei vocês, mas eu achei ele um asno.
sexta-feira, março 06, 2009
segunda-feira, fevereiro 23, 2009
Dica de Carnaval: Cool Jazz

The Instrumentals (1999)
George Benson
Em pleno Carnaval, a festa mais celebrada por quase todo brasileiro, recomendo ouvir este álbum instrumental do guitarrista de jazz mais pop dos Estados Unidos. George Benson ficou famoso, para alguns, com o hit On Broadway e, para outros, com a "polêmica" envolvendo o Jorge Bem.
Pra quem não lembra nem do George Benson, nem da polêmica, explico: o nosso malemolente compositor carioca, cujo nome artístico havia sido por décadas "Jorge Bem", alegou, na década de 80, quando estava passando por uma fase de ostracismo, que foi obrigado a mudar o nome para "Jorge BenJor", a fim de diferenciá-lo do guitarrista americano. Segundo Benjor, o flamenguista estaria perdendo vendas para o jazzista ianque, cujo nome, pronunciado rapidamente, parecia (segundo ele) o de Jorge Bem. Assim, pessoas que queriam comprar CDs do carioca, levavam por engano os hits do americano. Claro que isso foi uma grande mentira, mas ajudou Benjor a ressurgir das cinzas para gravar um CD meia-boca (Jorge 25) e desaparecer novamente logo em seguida.
Enquanto isso, George continuou com sua pouco conhecida carreira, gravando umas bobagens por aí. Este álbum que estou indicando para o Carnaval é um que foi lançado mais ou menos na época que o Benjor inventou a babozeira. E vejam que o "malicioso guitarrista" se aproveitou de mais um sucesso brasileiro. Ele grava Dinorá, Dinorá, de forma que nem mesmo o Ivan Lins seria capaz de reproduzir. Mas tudo bem, a gente continua escutando esse "ladrão de carreiras" assim mesmo. E mesmo durante o Carnaval...
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