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segunda-feira, fevereiro 14, 2011

É difício

Hoje o Ronaldinho se despediu do futebol. Momento triste para ele e para o esporte, que perde um de seus maiores craques de todos os tempos. Mas como bom filho da puta, não posso perdoar o deslize que ele deu na despedida: "(...) Fiz todos os sacrifíceis (sic) que alguém pode fazer (...)". Eu sei que é sacanagem, afinal ele estava num momento "difício"...

quarta-feira, abril 14, 2010

Saint Charles

Esta semana estou participando de um treinamento sobre como fazer negócios, patrocinado pela Accenture. É um curso que nos coloca à prova em simulações bastante realistas de situações comuns no nosso dia-a-dia: como entender os clientes, como reagir em situações adversas, que postura adotar diante de situações constrangedoras, etc. Um treinamento muito bem estruturado, interessante e útil no meu trabalho.

Mas a parte que mais merece destaque é o fato de ser num centro de treinamento global, que fica na cidade de Saint Charles, subúrbio de Chicago. A localização e o fato de a empresa ser norte-americana dão o tom das atividades: muitas simulações de vendas de projetos de consultoria, com interlocutores que são do C-Level de empresas americanas e se voluntariam a participar como "coachs" nesse treinamento.

A barreira cultural e da língua se somam aos demais desafios do curso. Em minha sala, há uma maioria de estadounidenses, muitos ingleses, alguns australianos e irlandeses, além de uma minoria de outros países (Cingapura, Índia). Eu sou um dos poucos da sala que não são nativos no idioma e acabam perdendo um pouco de informação nas interações. Eu até que falo bem o Inglês (e os nativos comentam isso), mas tenho um "handicap" natural por vir de outra cultura e não ter nascido falando inglês.

Ontem, durante uma das reuniões com um "cliente", o CIO de uma montadora americana, achei que tive um ótimo desempenho. Ao sair da sala, meus colegas que assistiram a simulação me cumprimentaram dizendo que havia sido muito boa minha atuação. Logo em seguida, fui chamado pelo "cliente" para fazer uma sessão de feedback. Ele olhou pra mim e disse que parecia que eu não estava natural, que estava processando algo na minha cabeça enquanto falava com ele e isso tinha passado falta de credibilidade. Em resumo, eu tinha falhado, em grande estilo e não tinha sequer notado (e meus colegas também não).

Ficou o aprendizado de que nas interações humanas, a percepção é a verdade. E nem sempre conseguimos expressar o que temos de melhor e ser entendidos claramente. Achei que tinha arrebentado e numa situação real num cliente, eu teria iniciado um processo irreversível. Relacionamento é tudo, em qualquer lugar do mundo.

E o "cliente" ainda me disse, pra terminar de me esculhambar: "e não use a barreira da língua como desculpa, porque você fala inglês melhor do que muitos nativos que eu conheço. Quando estiver na sala, falando comigo, deixe qualquer outro pensamento do lado de fora". Lição aprendida (ou não).

quarta-feira, fevereiro 17, 2010

O fim de um ícone

Soube hoje que o mais emblemático estúdio de audio do planeta, o Abbey Road, está à venda. A gravadora pretende embolsar cerca de U$ 18 milhões para ajudar a pagar dívidas.

O que me chocou na notícia é que eu sempre fui um músico (amador) interessado também nos bastidores da música. Se eu tivesse seguido por outro caminho numa bifurcação que me apareceu aos 18 anos de idade, eu poderia ter virado um profissional da música. Como tal, poderia ter conseguido atingir o sucesso absoluto -gravar composições próprias, ser reconhecido, admirado e fortemente remunerado por isso- ou poderia ter virado um completo fracasso -daqueles que nunca conseguem se sustentar direito. Entre estes dois extremos, há um expectro de possibilidades, dentre as quais a de virar um músico dos bastidores, que habita os estúdios de gravação como técnico, não necessariamente como emissor da música.

E como esta era uma das possibilidades, caso eu tivesse optado por este caminho, sempre que vi um documentário, um making off de video-clipe, um bastidor de show, analisava com carinho o trabalho feito pelos engenheiros de som, técnicos e músicos de apoio. Considerando este cenário, imaginar-se trabalhando num grande estúdio, tocando com grandes ídolos da música, é o que poderia haver de mais glamuroso.

Abrindo parênteses no sonho dos bastidores, tenho um amigo que tem seu próprio estúdio. Ele se formou Engenheiro Mecânico, entregou o diploma ao pai, aposentou a HP e foi correr seus riscos. Segundo ele mesmo confidenciou dia destes, ter o respaldo de um pai rico ajudou a ter coragem, mas enfrentar sozinho esse desafio e insistir no sonho mesmo diante de alguns anos de insucesso foram méritos exclusivos dele. Tem conseguido pagar as contas, mas não chegou nem perto do glamour. Fechando parêntesis.

Frente a este extenso contexto é que surge minha tristeza em ver o estúdio à venda. A Ilha da Fantasia dos pseudo-quase-músicos está prestes a desaparecer, contando apenas com notas de rodapé na MTV. Pode ser insignificante pra muitos, mas pra mim é uma pá de cal sobre um sonho velado, recorrente e, agora, mais distante do que nunca.

segunda-feira, fevereiro 01, 2010

Back to post

Voltei. Na verdade, voltei faz tempo, mas não estava postando porque estava sem NET. Na verdade, continuo sem NET, tenho assistido apenas os canais abertos usando uma antena plasmatic. Na verdade, tive de fazer um "gato" da minha própria conta da NET, mas só tenho Internet, porque eles não conseguiram instalar o cabeamento da TV. Na verdade, existe cabeamento nas paredes, mas não há acesso no móvel da TV para alcançar a caixa da parede que dá acesso ao cabo... sem acesso, nada de cabo, nada de instalação, nada de NET, daí o "gato". Puts, acho que vou viajar de novo e volto quando tudo estiver pronto...

De qq forma, está reiniciada a temporada de posts deste blog. Lá vem merda...

quinta-feira, novembro 26, 2009

LUSITANADA BESTIAL 001: Pedra fervente não queima!

Todos os brasileiros que voltam de Portugal levam histórias incríveis sobre como os lusos são literais. Como não podia ser diferente, em pouco tempo na terra de Camões já pude presenciar alguns acontecimentos interessantes, que descreverei a seguir.

Contexto: Jantar, mesa com 6 brasileiros, sendo um carioca. Todos pedem pratos portugueses, exceto um (qual?), que pede um "naco na pedra". O prato consiste de originais tiras de carne crua, a serem preparadas pelo próprio cliente numa pedra quente disposta à mesa.

O garçom se aproxima para retirar um prato da mesa, fazendo um movimento com a mão que fica distante 1 nanomilímetro da pedra escaldante. Eu interajo com o garçom, procurando alertá-lo sobre o perigo.

- Cuidado, vai queimar a mão!

- Não, não queima!

- Esta pedra quente não queima???

- Bom, não queima porque não cheguei a encostar...

Gênio!

sábado, outubro 03, 2009

Onde está o meu QG?

Viver é confirmar, dia após dia, que não há limites para o inesperado.
Pessoas morrem, outras nascem, outras se desentendem ou se desencontram - mesmo quando parecem unha e carne.
Mas os amigos ficam, continuam presentes e devem continuar sempre presentes, no matter what.
Na minha casa quase nunca teve muita companhia - sou sempre só eu. Mas tem sempre espaço no chão pra colchão, um canto pra assistir TV e cerveja (boa) na geladeira (pra um batalhão, se for preciso).
Espero, do fundo do coração, que tudo se resolva da melhor forma para todos e todos vivam sempre mais felizes.

segunda-feira, agosto 24, 2009

Entrou no nosso rabo (e não quer sair nunca)

O Sarney, definitivamente, é um grande filho-da-puta!
Não bastassem todos os esquemas que ele armou (atos secretos, nepotismo), todas as mentiras que ele declarou publicamente durante sua defesa (por exemplo, não conhecer o afilhado) e a palhaçada final do arquivamento das 11 acusações, este filho-de-uma-boa-puta ainda passa o sabão no Suplicy, que foi o único que teve a decência de lembrar que o Sarney tem que se explicar.

O bigodudo cusão, coronel-de-merda, escroto de marca maior, veio com um papo furado de que "sou Imortal, estou no meio de uma homenagem a Euclides e vossa excelência traz um tema que desreipeita esta casa". Ora, vá-pra-puta-que-o-pariu! Aliás, infelizmente, a puta da mãe do Sarney teve a sorte de não perder a prole no parto. Azar o nosso, que temos de encarar um ex-presidente incompetente, que virou Senador corrupto e inescrupuloso, incapaz de limitar suas falcatruas à média, de forma a pelo menos não chamar tanto a atenção.

Eu queria mais é que este filho-da-puta, junto com toda a família dele (que deve ser o equivalente a uns 2 Estados nordestinos), desapareça da face da terra, se possível de forma dolorosa. Chega de só a gente levar no rabo! Vai se fuder!

segunda-feira, agosto 10, 2009

W.O. (again)

Já terminei um namoro uma vez por W.O.
Como? É simples. Você liga, a pessoa não atende. Você deixa recado, a moça não retorna. Você manda e-mail pra saber se tá tudo bem, não vem resposta. Você pergunta pra amiga que trabalha com ela, mas ela também não tem falado com a amiga.
Ou seja, após uma semana nessa situação, foi iniciada a contagem regressiva. Quinta-feira é o deadline para mais um W.O...
A partir de quinta, poderei voltar a cantar a canção abaixo (um clássico!)...

quarta-feira, julho 15, 2009

Ê, Santo Amaro!



Em 13/07, na Rua Guajaratuba, no bairro Campo Grande em Santo Amaro, veículo tentou atravessar córrego pela passagem de pedestres e ficou entalado... I wonder...

Só podia ser em Santo Amaro!!!


Fonte: Estadão

terça-feira, junho 09, 2009

Furo de reportagem

Lembrei hoje de quando o finado Tom Jobim comentou, em entrevista concedida à TV Cultura, um acontecimento inusitado envolvendo o "mestre" Villa-Lobos.

Entre baforadas de charuto aspirado através de uma piteira que lhe havia presenteado o próprio maestro, Jobim narrava a empreitada de uma jornalista novata, na tentativa de extrair novidades em exclusividade do autor das Bachianas, abordando-o no aeroporto enquanto voltava ao Brasil de viagem aos Estados Unidos.

Não sabia a jornalista, ou teria ignorado tal informação, que o Villa-Lobos havia ido ao exterior para tratamento de saúde.

- Maestro, atualmente o que o senhor está compondo?

- Minha filha, eu no momento estou "decompondo"...

segunda-feira, junho 01, 2009

As quatro estações do destino (ou Apocaliptica)

a sina é a primavera das estações do destino,
a que inicia um ciclo de incertezas e perigos:
para uns é regra,
para outros, senão.
mas todos convêm que sempre existe um senão.
se o sujeito distrai, descuida,
a sina desmantela as folhas, o caule e a muda.
— a sina é coisa que não se muda.

o acaso é um guri bem matreiro,
apronta o que pode com as gentes:
cutuca de um lado,
aperta do outro,
devagarinho chega aonde quer.
e quando se dá conta,
perdeu-se um amigo, um noivado, uma vida.
— o acaso pode acabar com uma vida.

a sorte é irmã caçula do acaso.
tem jeito de boazinha, a dissimulada:
finge que é benção,
que é graça divina,
redenção para o bom samaritano.
mas quando se olha bem no olho da bruta,
brota um gosto de fel, de saliva de cobra, de lama.
— a sorte pode levar o sujeito à lama.

o azar é o primogênito da família
dos quatro irmãos de má conduta:
vai direto ao ponto,
não tem firula.
se pode chutar a cabeça, ele chuta!
e não tem papo de veja bem, lero-lero.
o azar é maldito no começo, no meio e no fim.
— o azar quase sempre é o fim.

terça-feira, maio 19, 2009

Esta noite será um teste

Vamos ver se o tarja vermelha que meu psiquiatra recomendou funciona. Não é nada demais, é apenas um indutor de sono. Para os dias em que a ansiedade me faz querer pular a noite e continuar logo no dia seguinte, embora eu quisesse mesmo é estar no mês seguinte, quando tudo que está em processo (lento) de execução atualmente já terá terminado. Paradoxalmente, a ansiedade não me faz mais eficiente, nem me dá mais energia pra conseguir superar as dificuldades. Ela só atrapalha, tira o sono, tira o ânimo, o sabor das coisas. Nos dias de agonia ansiosa (como hoje), vem uma sensação de frustração, de pequenez, de fome, de que o tempo está voando e eu fiquei inerte, de que eu não consigo fazer as coisas direito. E mesmo sabendo que normalmente faço melhor que outros pares, continuo me achando mediocre. Ah, vermelhinho, hoje é a prova dos nove...

Ganhei (perdi) meu dia...

Já que o "blog é o novo divã" (plagiando uma amiga minha)...
Já que quando o urubu resolve sentar no nosso ombro a gente tem que esperar ele terminar de cagar...
Já que uma desgraça nunca vem só...
... deixa eu aproveitar pra desabafar as mágoas de uma vez!
Quem sabe se assim eu amanhã levante melhor...

É que eu perdi de novo esta semana. Como diz o ditado: "azar nos negócios, desgraça no amor". A mulher que eu havia planejado, durante a semana passada, encontrar nesta semana após longa data, teve de viajar pro Rio e passar a semana toda. Tivemos alguns desencontros como esse antes e ela costuma se casar nessas ocasiões. Não é só nas negociações imobiliárias que eu perco o timing.

E pra encerrar de vez esta safra de azares, vou citar o poeta (Drummond*):

Ganhei (perdi) meu dia.
E baixa a coisa fria
também chamada noite, e o frio ao frio
em bruma se entrelaça, num suspiro.

(...) eis que assisto
a meu desmonte palmo a palmo e não me aflijo
de me tornar planície em que já pisam
servos e bois e militares em serviço
da sombra, e uma criança
que o tempo novo me anuncia e nega (...)


(*) Trecho de "Elegia", poema clássico do autor, que sempre lembro quando o corvo pousa no meu ombro. Pois é, minha memória tem flashes de uma época em que ela funcionava bem...

Perdi

Eu sou péssimo em negociações, tenho que adimitir. Sou ruim em outras tantas coisas, mas acho que não levo jeito mesmo nessa arte de obter vantagens através da argumentação.

Há 3 semanas comecei a negociar a compra do apartamento acima do meu. O prédio é bom, as vagas também e o apartamento estava lindo. Precisava de uma reforma, mas não seria muito longa ou dispendiosa.

Eu fiz aquilo que reza a cartilha da negociação: defina seu limite, ofereça menos pra chegar onde você quer, pra fazer uma concessão encontre um bom argumento, derrube os exageros do seu interlocutor com fatos concretos.

Até hoje às 20hs eu estava convicto que tinha feito tudo certo. Eu havia feito uma proposta pouco abaixo do que o vendedor queria. Senti que ele esteve perto de dizer sim, mas queria tentar algo melhor. Eu, pra ser sincero, poderia ter pago o que ele pedia, mas achei que estava exagerado e confiei no meu poder de barganha.

Meus planos eram fazer mais uma rodada de oferta, desta vez pra fechar. Só esqueci de combinar com o resto do mundo: nesta semana apareceu alguém que achou que valia a pena pagar o que o ex-proprietário pedia.

E me deu uma sensação de derrota, porque agora que sei que alguém ofereceu o preço pedido, não consigo acreditar mais na hipótese de que este comprador seja um mal negociador, mas apenas na de que eu fui demasiadamente ambicioso ou lento.

Ouvi ruidos de móveis sendo arrastados, preguinhos sendo colocados na parede. Indícios de gente feliz no lugar em que eu cheguei a planejar a decoração. Sorte para o novo morador.

segunda-feira, maio 04, 2009

Sobradinho

Eu sei que existe uma explicação meteorológica qualquer. A ciência explica tudo (boa parte, só depois que acontece). Mas tá bizarro esse negócio de seca no Sul e enchente no Nordeste. Ah, e de quebra um vendavalzinho de 80Km/h no Sudeste (São Paulo), com direito a árvores sobre os parabrisas e uma dor de cabeça enorme pra convencer o seguro a pagar o estrago. Sem contar os nossos corajosos limpadores de vidraça alpinistas, que evoluíram para um esporte misto de alpinismo, rapel e balanço...

Só consigo lembrar daquela canção da então dupla Sá e Guarabira, que aprendi na infância:
O sertão vai virar mar
Dá no coração um medo que algum dia o mar também vire sertão...

segunda-feira, abril 27, 2009

terça-feira, abril 14, 2009

Merda

Dia ruim no trabalho. Dia de más notícias para alguns. Não estou entre os alvos das más notícias, nem fui o portador delas. Escapei da parte suja. Mas me projetando nos sapatos (ou na pele) de quem está diretamente envolvido, confesso que não gostaria de estar em nenhum dos lados. Ossos do ofício, eu sei. Mas que é uma merda, é...

segunda-feira, fevereiro 23, 2009

Oscar marmelada é começo do fim

Tenho feito comentários precipitados ultimamente e depois me arrependo. Isso pode acontecer de novo agora, mas vou dar minha cara pra bater assim mesmo.

Não vi o "Quem quer ser um milionário?", ganhador absoluto do Oscar 2009. Levou 8 brasilinos, incluindo o de melhor filme, que é a estatueta mais cobiçada. Como não vi o filme, não deveria por em cheque tamanho sucesso - de repente a película é mesmo especial. Mas achei que rolou certo exagero concentrado, como acontece de tempos em tempos em Hollywood.

Os indianos são reconhecidamente inteligentes, sobretudo nas ciências exatas. Parece que Deus foi mesmo benevolente em QI quando desenhou os genes mais comuns naquele povo. Mas a sétima arte indiana, conhecida como Bollywood, só tem pujança economicamente falando. São 16 milhões de ingressos vendidos por dia, por uma população de pouco menos de 1,2 bilhões de habitantes. Não estamos falando de qualidade artística que se destaca em relação ao resto do mundo. Estamos falando de pressão econômica que movimenta uma indústria com baixíssimo investimento e alto retorno.

Vi algumas cenas (Internet, TV, Oscar) do filme e achei o que sempre acho dos filmes indianos: feito para eles. Mesmo com a parceria de ingleses, achei as entonações, os enredos, as técnicas empregadas, tudo muito oriental pra me convencer. Mas curiosamente, convenceu a maior indústria cinematográfica (ou pelo menos seu juri).

Não sei se foi implicância conspiratória minha, mas achei que a cada anúncio de estatueta para os indianos (com ingleses infiltrados), mais caras de espanto apareciam na platéia. Mesmo os maiores atores do planeta não conseguiam disfarçar a surpresa... Aqui em casa a opinião foi unânime: teve marmelada nesse Oscar!

E o argumento final que praticamente prova de forma irrefutável minha teoria anglo-curry-conspiratória: até a estatueta de melhor atriz não foi pra Meryl Streep! E quem venceu em seu lugar? Kate Winslet, uma inglesa, isto é, aliada dos indianos, que estão prestes a dominar o mundo (começando pelo cinema)...

Esse negócio de países emergentes, BRIC e etc está fazendo com que os países que sempre tiveram a cabeça no lugar percam o controle. Pelo sim, pelo não, decidi: não vejo mais filme oriental, nem com legendas em inglês. Eles podem conter mensagens subliminares que vão me levar a perder o juízo, inventar teorias persecutórias... merda, acho que já estou ficando maluco...

quarta-feira, fevereiro 18, 2009

Fondue no rabo dos Brasileiros I

Pois é. Isso é pra eu aprender a calar a boca. Quem leu meus comentários anteriores (este, este e este outro), vai entender por que estou arrependido. Eu cometi o mesmo erro que o Jornal Nacional, o chanceler Celso Amorim e outros brasileiros que, antes mesmo de ter provas, saíram em defesa da brasileira "torturada", acusando a justiça e a polícia Suíças de corpo-mole.

Está ficando cada dia mais aparente que a brasileira mentiu. Não sabemos ainda quanto, muito menos por quê, mas há fortes indícios de que ela não estava grávida, não foi atacada por neonazistas e se automutilou. Só nesses detalhes ela teria mentido. Pra não cometer injustiça de novo, vou aguardar pra comentar novamente este caso. Mas no jornal de hoje (aqui), ainda que sem confirmação, os indícios estão cada vez mais claros.

Puta que me pariu! Se isso for verdade, que povo de merda que nós somos! Até pessoas com dinheiro, emprego e saúde resolvem pirar e ir pro exterior comprometer nossa imagem. A sorte é que essa mentira foi inventada contra suíços e não árabes. Caso contrário já teríamos scuds voltados pro nordeste brasileiro...

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

Fondue no rabo dos Suíços II

Só pra dizer que continuo com raiva da falta de atitude dos Suíços em relação ao (des)caso da brasileira torturada (leia aqui).

Agora, parece que os jornais suíços estão em dúvidas sobre a veracidade da versão da recifense. Ora, putaquemepariu, alguém acha mesmo que a moça ia se autoflagelar e matar os dois filhos que tinha no ventre só pra inventar uma pseudoteoria xenofóbica contra os "monstros" suíços?

Eles só podem estar brincando... até este incidente, nenhum brasileiro tinha nada a reclamar do povo comedor de raclete, conhecidos por serem neutros. Agora, vemos que são neutros, inertes, ineptos, inaptos, insossos, incrédulos e indiotas!

Fondue no rabo deles, de novo!