Sou daqueles que adora o Carnaval pelo feriado e pela tranquilidade da cidade, não pela folia. Mas é difícil ter argumentos contra a festa, já que tanta gente se diverte e se emociaona.
No entanto, achei dois viriais, aqui reproduzidos, que demonstram por que o Carnaval é uma festa no mínimo pouco criativa. Afinal, dá para fazer um samba-enredo sobre literalmente qualquer porcaria, mesmo que não tenha sentido algum.
Vejam primeiro o vídeo original de um maluco, lunático, que argumenta de forma eloquente e idiota sobre sua origem, como se ele fosse uma espécie de descendente de uma linhagem sinistra, difícil de entender. Reparem bem nos detalhes do discurso do demente.
Depois, vejam a criação de algum desocupado que transformou a maluquice em samba-enredo. Se passasse na TV eu seria capaz de achar que é um samba de verdade.
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quarta-feira, março 09, 2011
terça-feira, dezembro 28, 2010
Crie sua rádio
Tem uma rádio de internet para os apreciadores de Jazz bastante interessante: chama-se AccuJazz. Como qualquer outra rádio streaming, você tem canais e filtros que permitem ouvir um enorme rol de músicos e composições, selecionadas aleatoriamente, respeitando os filtros do canal. O que me chamou a atenção é que você pode excluir um determinado artista durante a execução, de forma que ele não aparecerá novamente em sua rádio. Um jeito inteligente de customizar a execução e permitir que você transforme sua própria rádio em algo cada vez mais previsível, repetitivo e chato. Nada mais cansativo do que nossa própria intenção musical. Genial (ou não).
sexta-feira, novembro 19, 2010
Votem na mais bizarra notícia
Vamos a mais um divertido pleito sobre a notícia mais bizarra dentre três pérolas criteriosamente selecionadas. A notícia mais votada não ganha nada. Nem as pessoas que votarem. Aliás, vocês perdem (tempo e disposição). Mesmo assim, vamos lá...
Notícia Bizarra No. 1: Público decide sobre aborto
Um casal norteamericano, Alisha e Arnold, ambos com 30 anos, moradores de Minneapolís, estado
em que o aborto é legal, estão indecisos sobre manter ou descontinuar a gravidez e resolveram pedir votos ao público de seu site na internet. O feto está no quinto mês de concepção e as votações devem acontecer até início de dezembro, quando termina o prazo legal para realização do aborto. O casal de filhos-da-puta, digo, indecisos tem atualizado o site com fotos do feto. Sem autorização do casal escroto, digo, polêmico, hackeei o site deles e inclui mais uma alternativa para votação (além do "sim" e do "não"): "abortar" os pais, logo após o parto, permitindo que a criança seja adotada e criada por pessoas decentes. Esta última opção está vencendo com 94% dos votos, contra uma minoria de "não" e dois votos em branco...
Notícia Bizarra No. 2: Carne de cachorro
Uma associação tosca, digo, inglesa, de defesa dos animais criou e colocou à venda uma linha de produtos polêmica: bandejas com carne de várias
raças de cachorro (Collie, Labrador, etc). Os produtores dizem que os animais não passam por maltratatos e há quem diga que é apenas uma campanha fictícia para chamar a atenção dos carnívoros para o fato de que alguns animais (boi, porco) não recebem a mesma compaixão do que outros (cachorro). Na dúvida, e acreditando nos dizeres da embalagem, muitas pessoas que têm animais de estimação já adotaram o consumo de carne de scooby-doo, desde que de raça distinta daquela que possuem. Há quem tenha passado a fazer dieta dedicando-se exclusivamente à carne de Chihuahua (que é light). Mas parece que o único produto esgotado mesmo é a carne de ativista da Animal Aid (tem sido a mais procurada)...
Notícia Bizarra No 3.: Criança na varanda
Na Turquia, uma mulher louca e que merece apanhar, digo, desconhecida utilizou uma criança de cerca de 6 anos como anzol para fisgar um lenço, que havia caído da
sacada do segundo anda no térreo. Aparentemente, a idiota, digo, a ousada mulher não tem conhecimento da existência de dois importantes aparatos da construção civil, um dos quais, pelo menos, sempre disponíveis: escada e elevador. A vaca, digo, a puta, digo, essa chupeteira-sem-noção, digo, a tresloucada desceu a criança içada por uma corda e a camiseta da menina, que felizmente realizou o percurso sem prejuízos físicos. Esta manhã, por razão desconhecida, a nojenta, digo, misteriosa mulher foi içada do alto de um prédio de 50 andares para buscar um palito de dentes que teria caído inadvertidamente sobre o solo. Como a mulher não encontrou o palito, foi içada novamente para o alto mas infelizmente a corda rompeu por volta do 47o andar...
Aproveitem! Votem no caso mais ridículo!
Notícia Bizarra No. 1: Público decide sobre aborto
Um casal norteamericano, Alisha e Arnold, ambos com 30 anos, moradores de Minneapolís, estado
em que o aborto é legal, estão indecisos sobre manter ou descontinuar a gravidez e resolveram pedir votos ao público de seu site na internet. O feto está no quinto mês de concepção e as votações devem acontecer até início de dezembro, quando termina o prazo legal para realização do aborto. O casal de filhos-da-puta, digo, indecisos tem atualizado o site com fotos do feto. Sem autorização do casal escroto, digo, polêmico, hackeei o site deles e inclui mais uma alternativa para votação (além do "sim" e do "não"): "abortar" os pais, logo após o parto, permitindo que a criança seja adotada e criada por pessoas decentes. Esta última opção está vencendo com 94% dos votos, contra uma minoria de "não" e dois votos em branco...
Uma associação tosca, digo, inglesa, de defesa dos animais criou e colocou à venda uma linha de produtos polêmica: bandejas com carne de várias
raças de cachorro (Collie, Labrador, etc). Os produtores dizem que os animais não passam por maltratatos e há quem diga que é apenas uma campanha fictícia para chamar a atenção dos carnívoros para o fato de que alguns animais (boi, porco) não recebem a mesma compaixão do que outros (cachorro). Na dúvida, e acreditando nos dizeres da embalagem, muitas pessoas que têm animais de estimação já adotaram o consumo de carne de scooby-doo, desde que de raça distinta daquela que possuem. Há quem tenha passado a fazer dieta dedicando-se exclusivamente à carne de Chihuahua (que é light). Mas parece que o único produto esgotado mesmo é a carne de ativista da Animal Aid (tem sido a mais procurada)...
Na Turquia, uma mulher louca e que merece apanhar, digo, desconhecida utilizou uma criança de cerca de 6 anos como anzol para fisgar um lenço, que havia caído da
sacada do segundo anda no térreo. Aparentemente, a idiota, digo, a ousada mulher não tem conhecimento da existência de dois importantes aparatos da construção civil, um dos quais, pelo menos, sempre disponíveis: escada e elevador. A vaca, digo, a puta, digo, essa chupeteira-sem-noção, digo, a tresloucada desceu a criança içada por uma corda e a camiseta da menina, que felizmente realizou o percurso sem prejuízos físicos. Esta manhã, por razão desconhecida, a nojenta, digo, misteriosa mulher foi içada do alto de um prédio de 50 andares para buscar um palito de dentes que teria caído inadvertidamente sobre o solo. Como a mulher não encontrou o palito, foi içada novamente para o alto mas infelizmente a corda rompeu por volta do 47o andar...
Aproveitem! Votem no caso mais ridículo!
quarta-feira, setembro 29, 2010
Ziraldo, telegrama para você
Como a maior parte das pessoas da minha idade, conheci o Ziraldo através do livro "O menino maluquinho". Na época, adorei o livro, mais pelas ilustrações que pelo texto (que já achava um pouco bobo, mesmo sendo criança).
Apesar do impacto daquela obra, não li nenhuma outra criação do autor, por absoluto desinteresse. A participação dele no Pasquim, que poderia ter-me interessado, já havia caído no esquecimento quando virei gente grande. Foi assim que o Ziraldo virou apenas um escritor-cartunista polêmico e tão maluquinho quanto seu personagem mais famoso.
Ao longo dos anos, fui colecionando observações da esquisitice do artista. Marcas comuns sempre foram a defesa incansável da leitura desde o ensino fundamental (bandeira muito louvável, por sinal) e a total apologia contra as novas (e até as já antigas) tecnologias (esforço inútil e equivocado, ao meu ver. Resistência, eu entendo; aversão, até aceito. Mas apologia contra, acho lamentável.)
Exemplo da primeira mania ziraldista: sempre fez palestras, entrevistas e declarações públicas de incentivo à leitura (não apenas de seus livros, mas geral) e elogiou o trabalho dos professores, cuja missão primeira, segundo o autor, é a alfabetização, acompanhada do despertar do desejo pela leitura. "Ler deve ser igual a comer, beber e respirar", argumenta recorrentemente o pai do Menino Maluquinho.
Com relação ao repúdio às tecnologias, também são repetitivos os exemplos: "só uso máquina de escrever, não gosto do computador"; "não acredito que o e-book vá substituir o livro em papel, o livro é insubstituível"; afirmava reiteradamente o escritor, sem preocupação em ser polêmico.
Lembro inclusive de entrevista memorável ao Roda Viva, da TV Cultura, em que o Ziraldo discutia com um jornalista jovem do Estadão sobre o e-book. Todo argumento do artista a favor da versão em papel (por exemplo, a vontade de fazer anotações no livro, o gosto por ler ao sol, o apego à maleabilidade do volume) eram refutados pelo jornalista prontamente (respectivamente, é possível inserir comentários no livro eletrônico, a tela pode ser antirreflexiva, os e-readers serão dobráveis como o papel). Como não queria perder, Ziraldo apelou (e ganhou): "mas e se eu estiver lendo no banheiro e faltar papel, o e-book me atende?"
Embora sempre questionável e intransigente, o Ziraldo era razoável. Mas agora, vendo suas últimas afirmações, parece-me, que ele está se excedendo. Em outras palavras, ficou gagá, ou perdeu de vez a paciência com a opinião dos outros e só quer saber mesmo das suas crenças (ainda que sem bons argumentos para sustentá-las).
Recentemente, Ziraldo mandou as seguintes pérolas:
Eu até entendo que a gente fique cansado com tantas novidades e não acho que devamos necessariamente aprender e nos tormarmos experts no uso de qualquer tecnologia. Pessoas envelhecem e merecem descanso e compreensão. Mas também não acho preciso esculhambar aquilo que não conseguimos compreender. Bastaria dizer: "acho bom ver a evolução do homem, mas já não me envolvo, nem me empolgo, com as invenções tecnológicas recentes". Custaria dizer isso? Que menino maloquinho, não?
De qualquer forma, para quem quiser ignorar a opinião pessoal do autor e optar por investir na leitura de seus livros novos, basta comprar o e-book, já disponível (por exemplo, através deste link). Afinal, o autor pode ficado maluquinho, mas a Editora Melhoramentos, não.
Apesar do impacto daquela obra, não li nenhuma outra criação do autor, por absoluto desinteresse. A participação dele no Pasquim, que poderia ter-me interessado, já havia caído no esquecimento quando virei gente grande. Foi assim que o Ziraldo virou apenas um escritor-cartunista polêmico e tão maluquinho quanto seu personagem mais famoso.
Ao longo dos anos, fui colecionando observações da esquisitice do artista. Marcas comuns sempre foram a defesa incansável da leitura desde o ensino fundamental (bandeira muito louvável, por sinal) e a total apologia contra as novas (e até as já antigas) tecnologias (esforço inútil e equivocado, ao meu ver. Resistência, eu entendo; aversão, até aceito. Mas apologia contra, acho lamentável.)
Exemplo da primeira mania ziraldista: sempre fez palestras, entrevistas e declarações públicas de incentivo à leitura (não apenas de seus livros, mas geral) e elogiou o trabalho dos professores, cuja missão primeira, segundo o autor, é a alfabetização, acompanhada do despertar do desejo pela leitura. "Ler deve ser igual a comer, beber e respirar", argumenta recorrentemente o pai do Menino Maluquinho.
Com relação ao repúdio às tecnologias, também são repetitivos os exemplos: "só uso máquina de escrever, não gosto do computador"; "não acredito que o e-book vá substituir o livro em papel, o livro é insubstituível"; afirmava reiteradamente o escritor, sem preocupação em ser polêmico.
Lembro inclusive de entrevista memorável ao Roda Viva, da TV Cultura, em que o Ziraldo discutia com um jornalista jovem do Estadão sobre o e-book. Todo argumento do artista a favor da versão em papel (por exemplo, a vontade de fazer anotações no livro, o gosto por ler ao sol, o apego à maleabilidade do volume) eram refutados pelo jornalista prontamente (respectivamente, é possível inserir comentários no livro eletrônico, a tela pode ser antirreflexiva, os e-readers serão dobráveis como o papel). Como não queria perder, Ziraldo apelou (e ganhou): "mas e se eu estiver lendo no banheiro e faltar papel, o e-book me atende?"
Embora sempre questionável e intransigente, o Ziraldo era razoável. Mas agora, vendo suas últimas afirmações, parece-me, que ele está se excedendo. Em outras palavras, ficou gagá, ou perdeu de vez a paciência com a opinião dos outros e só quer saber mesmo das suas crenças (ainda que sem bons argumentos para sustentá-las).
Recentemente, Ziraldo mandou as seguintes pérolas:
A internet é o antro do débil mental. Só tem idiota na internet. (...) A linguagem cifrada é para imbecil! (Confira aqui)
A internet é nova (...) e o ser humano ainda não sacou o que fazer com isso (...). A maior utilidade é a pesquisa (...). Se eu quiser saber como é a bandeira da Dinamarca, eu entro no google (...) O convívio do ser humano com a internet está criando um ser muito próximo do imbecil (...), dificilmente você vê uma pessoa brilhante nessa merda (sic). Eu acho o internauta um babaca. (Confira aqui)
Ler é mais importante do que estudar (...) porque se a pessoa não souber ler não tem como estudar... (Confira aqui, no finalzinho)Esses exemplos mostram que de fato o personagem tomou conta do criador e, infelizmente, o bom velhinho esclerosou de vez, ou recebe a visita daquele alemão (o Alzimer), ou ambos. O importante é que a internet está aí, quase sem utilidade, sem aplicação prática na vida das pessoas, mas firme e forte, ainda que gerando a dúvida na mente dos indivíduos: "o que fazer com esta invenção quase inútil e imbecilizante?".
Eu até entendo que a gente fique cansado com tantas novidades e não acho que devamos necessariamente aprender e nos tormarmos experts no uso de qualquer tecnologia. Pessoas envelhecem e merecem descanso e compreensão. Mas também não acho preciso esculhambar aquilo que não conseguimos compreender. Bastaria dizer: "acho bom ver a evolução do homem, mas já não me envolvo, nem me empolgo, com as invenções tecnológicas recentes". Custaria dizer isso? Que menino maloquinho, não?
De qualquer forma, para quem quiser ignorar a opinião pessoal do autor e optar por investir na leitura de seus livros novos, basta comprar o e-book, já disponível (por exemplo, através deste link). Afinal, o autor pode ficado maluquinho, mas a Editora Melhoramentos, não.
terça-feira, setembro 28, 2010
terça-feira, agosto 24, 2010
quarta-feira, abril 14, 2010
Iggy, the i-Cat
Para quem gosta de felinos, finalmente um bom motivo para comprar o i-Pad. Não é simpático?
segunda-feira, agosto 31, 2009
Inveja cibernética
Entre ontem e hoje recebi mais de 50 (sem exagero) scraps no Orkut de desconhecidos criticando minha comunidade ("A menor comunidade do Orkut"). Achei que fosse algum tipo de golpe pra me fazer clicar em alguma coisa e infestar minha máquina com vírus H1N1 suínos internéticos. Mas parece que não. O que aconteceu foi que algum adolescente achou a comunidade e espalhou pros amigos e estes pros amigos and so on.
Que gente besta. Falavam coisas duras como "get a life", "você é um ridículo". Não que isso não seja verdade, mas pra que tanta mágoa de um desconhecido? Deve ser inveja cibernética, é isso.
Que gente besta. Falavam coisas duras como "get a life", "você é um ridículo". Não que isso não seja verdade, mas pra que tanta mágoa de um desconhecido? Deve ser inveja cibernética, é isso.
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