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domingo, maio 30, 2010
Back in the stage
Fazia um bom tempo. E foi só uma canja. Mas eu fiquei bem satisfeito. Uma banda de um amigo meu fez show hoje, no Little Darling, em Moema, e eu subi no palco pra fazer um violão base de duas músicas. Foi coisa simples, mas foi bacana. É sempre bom dedicar algum tempo à música.
domingo, março 21, 2010
Enduvidecido
Passeando por Lisboa, resolvi ver o que havia em exibição no cinema próximo do hotel. Mas fiquei muito em dúvida sobre qual filme assistir. Acabei não vendo nenhum porque quando terminei de rir e consegui me levantar do chão, já não havia mais sessões.
Alguém poderia me ajudar na escolha? "Fora de Controlo" ou "A rapariga que sonhava com uma lata de gasolina e um fósforo"?
Alguém poderia me ajudar na escolha? "Fora de Controlo" ou "A rapariga que sonhava com uma lata de gasolina e um fósforo"?
Supresa desagradável
Sempre que viajo gosto de comprar CD's de artistas locais. Ontem, comprei alguns títulos no El Corte Inglés de Lisboa: Mariza, Mafalda Arnuth, Ana Moura, Xutos e Pontapés, uma coletânea de fados.
Hoje, quando resolvi escutar o CD da minha cantora preferida desta lista, a Tereza Salgueiro, tive uma ingrata supresa: uma voz rouca cantando "beautiful day...". Não quis questionar o gosto da cantora portuguesa, mas eu gostava mais de quando ela entoava cantigas de amigo no Madredeus.
Bom, no domingo a loja fica fechada, mas espero que na segunda-feira reconheçam o engano e me devolvam o CD original. Só espero que nenhum fã do U2 tenha atirado o disco da cantora pela janela diante da surpresa.
Mas não dá pra reclamar: a diferença entre os 2 álbuns é imperceptível...

Hoje, quando resolvi escutar o CD da minha cantora preferida desta lista, a Tereza Salgueiro, tive uma ingrata supresa: uma voz rouca cantando "beautiful day...". Não quis questionar o gosto da cantora portuguesa, mas eu gostava mais de quando ela entoava cantigas de amigo no Madredeus.
Bom, no domingo a loja fica fechada, mas espero que na segunda-feira reconheçam o engano e me devolvam o CD original. Só espero que nenhum fã do U2 tenha atirado o disco da cantora pela janela diante da surpresa.
Mas não dá pra reclamar: a diferença entre os 2 álbuns é imperceptível...

domingo, julho 19, 2009
Comédia familiar hipotética em um ato
SOBE O PANO.
Uma jovem encontra familiares e amigos do "ficante", candidato a namorado, por ocasião do aniversário de seu irmão. Um primo médico e brincalhão do candidato se aproxima da mesa do quase-casal, cumprimenta o primo e interpela a jovem.
- Oi, tudo bem? Como é seu nome?
- Giuliana.
- Ah, tá. Olha, você tá de parabéns, viu?
- Por quê?
- Parabéns por estar saindo com meu primo e por ter encarado o convite dele de vir encontrar a gente. O problema é que esse meu primo sai com uma garota por semana. A gente não consegue nem guardar os nomes delas. Como é mesmo seu nome??
Uma tia, querendo ajudar o sobrinho e tirá-lo da situação criada pelo primo, se aproxima e interrompe a brincadeira.
- Olha, minha filha, não dê ouvidos, é tudo mentira. Eu NUNCA vi o Marcio sair com mulher na vida! Nunca!!!
E o encontro inusitado termina com o comentário sapientíssimo do primo.
- Às vezes, a emenda fica pior que o soneto, não é mesmo?
CAI O PANO.
Uma jovem encontra familiares e amigos do "ficante", candidato a namorado, por ocasião do aniversário de seu irmão. Um primo médico e brincalhão do candidato se aproxima da mesa do quase-casal, cumprimenta o primo e interpela a jovem.
- Oi, tudo bem? Como é seu nome?
- Giuliana.
- Ah, tá. Olha, você tá de parabéns, viu?
- Por quê?
- Parabéns por estar saindo com meu primo e por ter encarado o convite dele de vir encontrar a gente. O problema é que esse meu primo sai com uma garota por semana. A gente não consegue nem guardar os nomes delas. Como é mesmo seu nome??
Uma tia, querendo ajudar o sobrinho e tirá-lo da situação criada pelo primo, se aproxima e interrompe a brincadeira.
- Olha, minha filha, não dê ouvidos, é tudo mentira. Eu NUNCA vi o Marcio sair com mulher na vida! Nunca!!!
E o encontro inusitado termina com o comentário sapientíssimo do primo.
- Às vezes, a emenda fica pior que o soneto, não é mesmo?
CAI O PANO.
terça-feira, junho 23, 2009
Duro e sensível
- Aí, véi, vamo pra balada?
- Nem, hoje não rola, vou ficar de molho. Tem final do torneio brasileiro de jiu-jitsu amanhã. Se eu ganhar tô classificado pro mundial. É capaz de eu conseguir acesso aos Gracie, de repete rola uma vaga pra treinar com os caras... Ia ser irado!
- Caraca, tinha esquecido. Não vou conseguir ir, mas boa sorte, lá, mano! Arrebenta os caras! De tarde a gente toma uma breja pra comemorar?
- Nem, tem Casa Cor no Jockey, última semana. Os ambientes desta edição estão imperdíveis. Saio do treino e vou pra lá... Vamo aí?
- Nem, hoje não rola, vou ficar de molho. Tem final do torneio brasileiro de jiu-jitsu amanhã. Se eu ganhar tô classificado pro mundial. É capaz de eu conseguir acesso aos Gracie, de repete rola uma vaga pra treinar com os caras... Ia ser irado!
- Caraca, tinha esquecido. Não vou conseguir ir, mas boa sorte, lá, mano! Arrebenta os caras! De tarde a gente toma uma breja pra comemorar?
- Nem, tem Casa Cor no Jockey, última semana. Os ambientes desta edição estão imperdíveis. Saio do treino e vou pra lá... Vamo aí?
sábado, fevereiro 28, 2009
segunda-feira, fevereiro 09, 2009
Intronizado na alma a marteladas

Alma (1986)
Egberto Gismonti
Lembrei-me ontem do impacto exercido sobre a minha alma pelo álbum homônimo que o multiinstrumentista fluminense Egberto Gismonti entregou ao mundo em meados dos anos 80. Eu tinha 14 anos, comprei o LP sem saber direito o que ia encontrar. Mas o efeito foi estrondoso, desde o primeiro acorde - um rotundo ré bemol martelado no piano sob a fúria de Baião Malandro, faixa de abertura do álbum, uma das minhas faixas preferidas e uma das mais famosas do compositor.
Eu nunca tinha ouvido nada daquela natureza no piano e, confesso, este instrumento nem era o que mais me movia o espírito - lembrem-se que sou violonista desde o berço. Mas a interpretação às vezes exagerada, às vezes enigmática desse compositor filho de árabe e italiana fez-me ouvir o som do piano e a música instrumental de forma diferente. Havia ali um pouco de cada influência visível no músico: a grandiloquência das harmonias italianas; as intempéries provocativas das escalas mouras; o uso de clichês melódicos do cancioneiro popular brasileiro; e um visual cigano peregrino, situado em algum sítio entre Cádis e a costa Amalfitana.
Virei fã desse músico hermético, virtuoso e recorrente - minha maior crítica é sua repetição desenfreada de composições em seus álbuns. Comprei os títulos que encontrei, driblando a dificuldade de serem quase todos editados por um selo europeu alternativo que vendia seus discos no Brasil a preços proibitivos. O advento da pirataria semi-consentida dos mp3 permitiu-me completar a coleção de mais de 45 álbuns próprios.
Náo tenho a pretensão nem o intuito de convercer ninguém a gostar do Egberto da mesma forma que eu. Mas se você só tiver disposição para ouvir um álbum dele, ouça Alma e não se arrependerá. E se só quiser investir 10 minutos com este estranho músico, ouça Palhaço e 7 Anéis. Isso pode mudar a sua vida.
Incerteza e fantasia na telona
Dois filmes da temporada que qualquer pessoa com cérebro e coração não pode perder:

O curioso caso de Benjamin Button (2008)
David Fincher
Cate Blanchet e Brad Pitt estão muito convincentes em personagens nada comuns. Efeitos especiais ajudam a manter a fantasia pulsando até o final previsível mas emocionante. Inconformismo no início de uma vida de idoso e tristeza no fim de um ancião prenatal eram esperados, mas a habilidade no trato dos desencontros do meio do caminho fizeram o diferencial emocional da versão cinematográfica do conto.

Dúvida (2008)
John Patrick Shanley
Meryl Streep e Philip Seymour Hoffman são a dupla monástica mais espetacularmente bem interpretada que eu vi no cinema. Personagens bastante comuns mas interpretados com brilhantismo e respeito. História complexa, com poucos personagens, que poderia ter sido feita no teatro sem prejuízo algum para o enredo. Vamos ver quem vai levar os outros Oscares porque o de melhor atriz é dela (senão é marmelada).

O curioso caso de Benjamin Button (2008)
David Fincher
Cate Blanchet e Brad Pitt estão muito convincentes em personagens nada comuns. Efeitos especiais ajudam a manter a fantasia pulsando até o final previsível mas emocionante. Inconformismo no início de uma vida de idoso e tristeza no fim de um ancião prenatal eram esperados, mas a habilidade no trato dos desencontros do meio do caminho fizeram o diferencial emocional da versão cinematográfica do conto.

Dúvida (2008)
John Patrick Shanley
Meryl Streep e Philip Seymour Hoffman são a dupla monástica mais espetacularmente bem interpretada que eu vi no cinema. Personagens bastante comuns mas interpretados com brilhantismo e respeito. História complexa, com poucos personagens, que poderia ter sido feita no teatro sem prejuízo algum para o enredo. Vamos ver quem vai levar os outros Oscares porque o de melhor atriz é dela (senão é marmelada).
sábado, janeiro 10, 2009
Melancolia e esfihas
Acordei melancólico, não sei o porquê. Mas não é por algo do passado que deixou de existir, nem pelo medo de perder algo que tenho hoje e que é bom mas efêmero, tampouco pela preocupação com a velocidade das mudanças e o medo de não conseguir me adaptar em tempo. É uma melancolia daquelas por causa de algo que nunca se teve.
Acho que estou sentindo falta de alguém se metendo na minha vida. Daldo palpite naquilo que não devia. Propondo ideias que não fazem o menor sentido. Demandando cuidados infinitos o tempo todo. Tirando completamente a minha tranquilidade.
E o curioso é que percebi isso hoje, enquanto comia esfihas sozinho, no almoço. Me dei conta de que há muito perdi a noção (se é que alguma vez a tive) de como é não ser sozinho. E me deu vontade de saber como é viver a dois... Já sei: acho que preciso parar de comer esfihas! É isso!
Acho que estou sentindo falta de alguém se metendo na minha vida. Daldo palpite naquilo que não devia. Propondo ideias que não fazem o menor sentido. Demandando cuidados infinitos o tempo todo. Tirando completamente a minha tranquilidade.
E o curioso é que percebi isso hoje, enquanto comia esfihas sozinho, no almoço. Me dei conta de que há muito perdi a noção (se é que alguma vez a tive) de como é não ser sozinho. E me deu vontade de saber como é viver a dois... Já sei: acho que preciso parar de comer esfihas! É isso!
domingo, novembro 23, 2008
A segunda começa no domingo
Cheguei há pouco de fora. Sim, sei que esta frase traz embutida um trocadilho pronto, de mau gosto até, mas é um fato. E como sempre acontece aos domingos, fiquei naquela dúvida sobre como aproveitar os últimos minutos do fim de semana.
Toco violão ou baixo, ou guitarra, ou qualquer outro instrumento quase-parado, quase-vivo que tenho em casa? Ou vejo algum DVD? Ou leio um pouco pra me despedir do descanso e me preparar para a nova semana?
Invariavelmente, acabo diante da TV, assistindo aos programas de fim de noite do assinante NET vidrado em GNT: Marília Gabriela Entrevista, Manhatam Connection, Irritando Fernanda Young. Aí sim, vou dormir, mas antes olho os e-mails...
Nessa de ver e-mails, descobri que entre sexta-feira às 17hs e domingo às 22hs recebi cerca de 20 mensagens de trabalho, todas com "pepinos flamejantes" anexos (de diferentes tamanhos). Isso é pra começar bem a semana, com uma noite de sono antevendo a desgraça do novo dia de trabalho. Mas também, pra quê eu fui abrir a caixa de correio??
Aprendi uma lição e decidi por uma resolução: domingo à noite não se checam e-mails; melhor aproveitar o tempo para fazer um novo post e terminar com tranquilidade o merecido fim de semana.
Espero lembrar disso na semana que vem...
Toco violão ou baixo, ou guitarra, ou qualquer outro instrumento quase-parado, quase-vivo que tenho em casa? Ou vejo algum DVD? Ou leio um pouco pra me despedir do descanso e me preparar para a nova semana?
Invariavelmente, acabo diante da TV, assistindo aos programas de fim de noite do assinante NET vidrado em GNT: Marília Gabriela Entrevista, Manhatam Connection, Irritando Fernanda Young. Aí sim, vou dormir, mas antes olho os e-mails...
Nessa de ver e-mails, descobri que entre sexta-feira às 17hs e domingo às 22hs recebi cerca de 20 mensagens de trabalho, todas com "pepinos flamejantes" anexos (de diferentes tamanhos). Isso é pra começar bem a semana, com uma noite de sono antevendo a desgraça do novo dia de trabalho. Mas também, pra quê eu fui abrir a caixa de correio??
Aprendi uma lição e decidi por uma resolução: domingo à noite não se checam e-mails; melhor aproveitar o tempo para fazer um novo post e terminar com tranquilidade o merecido fim de semana.
Espero lembrar disso na semana que vem...
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