sexta-feira, maio 15, 2009

Em busca da terapia ideal*

A sala do terapeuta se abre, eu entro. Após um rápido cumprimento formal, pois é a primeira consulta, eu me sento na cadeira em frente a ele.

- Então, eu vim procurar terapia porque...
- Não precisa dizer mais nada, Marcio. Eu tenho aqui uma pílula. Você precisa tomar uma destas a cada 12 horas, durante 4 dias seguidos. Ao término do tratamento, todos os seus problemas estarão resolvidos. As angústias, esquecidas. As dúvidas, apaziguadas. As inseguranças, superadas. E as necessidades, atendidas, como num passe de magica.
- Poxa, muito obrigado!
- Ah, e by the way, vc me deve 39 reais pelo tratamento.


(*) Não adianta o D2 vir atrás de mim falando em plágio, que eu não mudo o título deste post...)

segunda-feira, maio 11, 2009

Feliz dia das mães!

Registro tardio, mas merecido, dos meus mais sinceros desejos de felicidade ampla e irrestrita àquelas mulheres que nos dão a luz, nos ensinam a comer, a andar, a entender a vida. Nos mostram a diferença entre bem e mal, o que fazer e o que evitar. Existimos e somos homens porque elas existem e cuidam de nós a vida toda, mesmo quando estamos sozinhos.

E à minha querida mãe, que já não habita este mundo há tempos, um grande beijo daquele menino risonho e hiperativo que nunca lhe deu sossego e sempre lhe amou velada mas profundamente.

Feliz dia das mães!

sexta-feira, maio 08, 2009

Fun fact of the day

Eu estava indo ver o 15o apartamento à venda em Moema. Tinha acabado de visitar um junto com o corretor chileno, guiado pelo próprio morador (que ainda é morador). Notei e comentei com o dono que pra mim seria melhor reformar, fazer uma suìte, criar um lavabo, abrir a cozinha e um quarto, pra ficar com uma sala grande e cozinha americana. A respota do proprietário foi: "é verdade, igual ao que está fazendo o meu vizinho aqui do lado, que está reformando. Acho até que dá pra você ver".

Fomos ao apartamento ao lado, sem ninguém, mas que estava aberto. Batemos na porta, entramos, demos uma olhada. O comentário geral foi: "vai ficar bem legal este apartamento". Mas resolvemos sair logo, afinal não tinha ninguém lá, pegava mal ficar entrando assim sem mais, nem menos.

No térreo, quase na portaria, avistei uma pessoa conhecida. Ela me avistou, com cara de quem me conhecia e não acreditava no que via. Quase ao mesmo tempo dissemos: "você aqui?". Era a Marisa (do Kaká) e o apartamento do vizinho que nós visitamos sem autorização é o do Beto. Coisas de um mundo pequeno (ou
de uma Moema menor ainda).

Agora, já pensaram se depois de tanto olhar apartamento eu acabo virando vizinho do Beto? Acho que o QG geral do grupo vai deixar de ser no Paraíso e vai migrar pra Jauaperí! rsrs... Pensei...

segunda-feira, maio 04, 2009

Sobradinho

Eu sei que existe uma explicação meteorológica qualquer. A ciência explica tudo (boa parte, só depois que acontece). Mas tá bizarro esse negócio de seca no Sul e enchente no Nordeste. Ah, e de quebra um vendavalzinho de 80Km/h no Sudeste (São Paulo), com direito a árvores sobre os parabrisas e uma dor de cabeça enorme pra convencer o seguro a pagar o estrago. Sem contar os nossos corajosos limpadores de vidraça alpinistas, que evoluíram para um esporte misto de alpinismo, rapel e balanço...

Só consigo lembrar daquela canção da então dupla Sá e Guarabira, que aprendi na infância:
O sertão vai virar mar
Dá no coração um medo que algum dia o mar também vire sertão...

sábado, maio 02, 2009

Astronomia

— Melancolia nostálgica


quando menino,
fitava demoradamente o céu estrelado
sempre em busca de uma estrela cadente
de brilho raro, embora efêmero.
sobre ela eram mil as estórias de graças alcançadas
—sobre as outras, só se sabia a Astronomia.

varrendo o firmamento
em busca do sonho cadente,
desperdiçava o espetáculo evidente
do Cruzeiro do Sul,
das Três Marias
e das pequenas luzes de brilho intenso
que compõem a constelação de Escorpião.

assim seguiram-se os anos:
o mistério ofuscando a obviedade;
a abundância fomentando a indiferença.

hoje,
quando o ar metropolitano oculta a imensidão astral
e nada se vê através da calota cinzenta,
o que me conforta o espírito
não é a imaginação das tais estrelas
em queda sobre a linha do horizonte,
mas a lembrança saudosa
do Cruzeiro,
das Marias,
e do rosa-avermelhado de Antares
escondidos atrás da cortina de fumaça.


Marcio Giachetta Paulilo
São Paulo, 01 de Julho de 2002